Escrito por Diana Oliveira
Diva traz no tórax um aperto de mágoa. Respira com pesar. Não entende. Busca retomar seu estado de espírito em meio a uma confusão de ressentimentos. Ele não a quer, decidiu pela ausência. Quando o procura fragilizada e por vezes sentindo-se exposta, encontra um estranho de respostas polidas e educadas que inutilmente mascaram a indiferença.
Por mais que encare rejeição com naturalidade, não consegue se desprender da frustração. É difícil esmagar em algum canto de si o tanto de sentimento que pulsa ofegante, prestes a eclodir. O pior de tudo: saber que esse amor de fundo de armário foi em vão. Tudo em vão. Envolvimento não garante reciprocidade, a entrega é um caminho escuro, solitário e inconseqüente. Felizes os que conseguem ser correspondidos. Bem aventuradas as relações de troca mútua e contínua.
Entre um suspiro e outro, Diva se pergunta: Onde foi que eu errei?
Erraste querida, no momento em que deverias ter dado um pé na bunda desse cara, bem antes dele te magoar. Erraste em não ter tido alcance de perceber a inviabilidade dessa relação, pois ofereceste bem mais que ele a ti.
Então, formosa Diva, faz-me um favor, liga pro vice de futebol colorado e explica que alguns jogadores precisam partir, do contrário sustentaremos crédito de investimentos sem retorno. Gosta mais de ti, Diva, e diz ao Luigi que goste mais do Inter. Há jogadores no plantel que não correspondem ao nosso amor, nossa camisa, nossa expectativa de futuro nesse relacionamento. Não se trata de contratar para dar satisfações. Ora, lembre-o que estamos aqui justamente pra isso, cobrar posições. Ou conheces algum apaixonado impassível de questionamentos? Também não vou direto ao ponto de novos amores, sei bem que pra isso é necessário refazer teu coração partido. Por isso mesmo, despeça-te daquele que hoje subjuga teu amor, da mesma forma que o colorado há de largar Granja e cia...
Mais parecem amores mal resolvidos que jogadores de futebol.