segunda-feira, janeiro 02, 2012

Pré-Libertadores

Devido ao enfadonho calendário brasileiro (que felizmente ano que vem sofrerá modificação) os classificados a Libertadores - caso de nosso amado clube - têm apenas o pouco atrativo estadual como competição conjunta no primeiro semestre do ano.

Conseqüentemente, ainda este ano há uma pequena minoria de clubes - Inter e Flamengo - que disputam em duas partidas o direito de ingressar na fase de grupos da competição continental, e por tabela, definem seu semestre.

Uma eliminação prematura significa não apenas um semestre praticamente ocioso e desinteressante, mas também um forte abalo econômico com a perda das receitas e exposição da competição continental. Quase uma tragédia.

A pré-libertadores, como qualquer competição sul-americana apresenta uma oscilação muito grande na qualidade dos participantes, visto que critérios técnicos são colocados em detrimento de critérios políticos, e em 2012 a Conmebol colocou clubes uruguaios, paraguaios, chilenos e VENEZUELANOS (!!!!) como cabeças-de-chave.

O resultado foi tal que clubes de maior expressão recente foram emparceirados em confrontos teoricamente mais difíceis (e grupos também), e restou ao colorado enfrentar o campeão continental de 2004, o Once Caldas, da sempre imprevisível escola colombiana de futebol.

Em 2011 a pré-libertadores apresentou uma grande surpresa. Para a minha felicidade, o Corinthians, vice-campeão brasileiro e detentor na época de uma dos maiores investimentos e folha salarial da América do Sul (só Ronaldo e Roberto Carlos juntos custavam mais de R$ 2 mi/mês aos cofres) foi emparceirado com o Tolima (da já mencionada imprevisível escola colombiana) e em 180 minutos estava terminado um semestre do clube e a carreira de um dos maiores jogadores de futebol que tive o prazer de ver jogar.

As coincidências, embora não muitas, existem. Um rival colombiano. E principalmente uma equipe com muito potencial, mas uma grande carência. No caso corinthiano, era um centroavante. Depois do fracasso continental, tardiamente, o time paulista trouxe Liédson, e mesmo com Tite no comando. foi campeão brasileiro. Em nosso clube, a grande carência atende-se pelo nome de ZAGUEIRO.

Temos um plantel com o afirmado Moledo, o “experiente” Índio (que eventualmente é um bom reserva) e os nada confiáveis Bolívar e Romário, o que é muito pouco para um time titular e uma zaga segura, quiçá a suplência.

Não sei se é viável a contratação e a estréia de um zagueiro afirmado, de incontestável qualidade e experiência em cerca de 20 dias, tendo em vista que no dia 25 de janeiro começamos nossa caminhada ao tri.

Uma coisa é certa, se não reforçar a zaga, em hipótese alguma poderemos sonhar com vôos maiores. E caso tenhamos que enfrentar a pré-libertadores com o material já existente, o exemplo corinthiano tem que ser levado em conta.

Todo cuidado é pouco, e subestimando adversários é que acontecem os Mazembaços da vida.

A pré-libertadores está ai, meras três semanas de distância, e tem o peso de um semestre.

Não há tempo a perder, e todo erro pode ser fatal.