segunda-feira, fevereiro 01, 2010

Free Way

Pouco terei condições de argumentar sobre a desenvoltura da equipe colorada no grenal, pois acompanhei pelo rádio, diretamente do percurso litoral-capital. Mais bela que o gol da vitória, foi a sinfonia de estações sintonizadas pelos diversos veículos que faziam a rota. Não mais nem menos interessados na cidade do interior do Estado, que pelo segundo ano consecutivo concentra todas as atenções dos pampas: Erechim, capital da alegria (descobri ontem que é este o slogan da comunidade local e nós colorados é que não temos motivos para contrariar).

Pela Free Way, ou Estrada do Mar, ouvia-se o duelo de transmissões, protagonizado por locutores, comentaristas e repórteres das distintas emissoras. Apreciei o peculiar concerto cada vez que, claustrofóbica e com olhos secos do ar condicionado, abri a janela do carro pra sentir o vento quente do abafado verão gaúcho. Não há solução para o meu caso, que não tolero por muito tempo ambientes herméticos, tampouco suporto ar gelado e que, azar, preciso de vento, mesmo que seja quente. Então aquele calor escaldante vindo do asfalto invade o carro, provoca efeito sorvete no sol e, lá vamos nós outra vez, fechar os vidros e ligar o ar condicionado.

Foi nesse ritual que mais parece tratamento de lesão: quente & frio, que acompanhei o clássico. Para uma cuia de chimarrão, um gole de água gelada. Entre a Banca do Pelé e Maquiné, biscoito de polvilho ou rapadura, churrasco ou peixe na grelha; o final de semana que tem mar de água escura do sul começa quente, chove, ferve e termina em noite de verão, com gol de Alecsandro.

Semi-parafraseando o ex craque tricolor, se é que esta expressão existe (e se não, acabei de inventar), adicionando um termo complementar, sem deixar morrer o sentido e de qualquer maneira irreverente, esmurrando a língua portuguesa:

Verão é verão, grenal é grenal;
E vice(s) versa(s)!


EDIT
Comentário de meu estimado irmão, analisando o efeito psíquico da climatização artificial sobre a minha pessoa:

Diana

Esse teu problema com ar-condicionado deve ter a ver com aquelas viagens POA-Curitiba que nós fazíamos de Caravan, na qual só não entrava a saudosa Pantera (cachorrinha da família).

Ou quando íamos praticamente com toda a casa dentro do carro pra casa em Atlântida Sul passar o verão (nessas a Pantera ia junto).

Nos dois casos, é óbvio, o carro era sem ar-condicionado, o espaço que sobrava pros quatro irmãos sentarem era mínimo (pois sempre tinha uma tia ou um primo pra ir junto), mas as janelas ficavam todas abertas. Não tinha penteado que suportasse.

Hehehe