sexta-feira, janeiro 30, 2009

12 O Campeonato que ninguém vê

13
O jogo entre Inter e São Luiz na última quarta (28/01/09) em um estádio sem a menor infra-estrutura para receber uma equipe de primeira linha é uma amostra da triste decadência do Campeonato Gaúcho. Promovido por uma Federação feudal que criou um calendário "Frankstein" para forçar os gre-Nais e esconder o notório desinteresse dos torcedores revelado pela pífia média de público. Enfim, a quem interessa o Gauchão como ele é?
Desde que me conheço por gente, a FGF é controlada por Emídio Perondi (1991 à 2004) e seu sucessor indicado Francisco Noveletto (De 2004 até...). E o Campeonato sempre foi igual, ou seja, diferente a cada ano, desorganizado e inchado. Ou se vê o jogo num Beira-Rio, de regra, vazio, ou se vê o jogo pela televisão, naqueles estádios sem luz e sem visibilidade da linha lateral, isso quando o gramado não é um atoleiro.
A primeira divisão do Campeonato Brasileiro, de um país de 190 milhões de habitantes, tem 20 times, já a divisão de elite do Gauchão tem 16 times, em um território de 11 milhões de pessoas, ou seja, o número de times “percapta” no Gauchão é 13,8 vezes maior que do Brasileirão. Isso causa o prolongamento do Campeonato e o desequilíbrio entre os competidores.
A média de público da segunda rodada do Gauchão foi de ridículos 2,9 mil pagantes por jogo. Essa ausência de público é resolvida pela Federação através de um campeonato "Frankstein", como bem definiu nosso amigo Daniel Chiodelli. Melhorar as instalações, exigir um mínimo de infra-estrutura nos estádios da série A? Filtrar melhor, diminuindo o número de participantes? Nada disso. O que se faz é explorar ao máximo a Dupla Grenal. Cria-se vários jogos "decisivos", Taça FC, Taça FK e Taça de Campeão. Um monte de premiozinhos para enganar a "massa", vender jornal e ganhar audiência. Fórmula essa copiada do "exemplar" futebol carioca.
As alternativas para o Gauchão são infinitas, pode-se regionalizar o campeonato, pode-se extingui-lo, torná-lo mais enxuto, recriar a Copa Sul/Minas (alguém sabe por que não deu certo?). O que não se pode aceitar é ver jogadores de alto valor, que fazem parte de um projeto ainda mais valioso, em estádios onde não há a menor infra-estrutura para um jogo de primeira linha. Quem quer disputar um campeonato com times da Série A, que apresente infra-estrutura para isso. Só não se pode deixar a Federação, responsável pelo Campeonato, como está: devendo organização e RESULTADOS.
--------------------------
Recomendo a leitura do texto “Quem ama (ainda) os estaduais?”, no Blog Olhar Crônico Esportivo. (aqui)