terça-feira, janeiro 06, 2009

19 SMARTPHONE no Beira Rio

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Semana que vem vou passar alguns dias em Miami no Estado da Florida que fica 3 horas de Avião daqui. Será um escapada legal do Frio e neve aqui do Norte, já que por lá a temperatura deve estar bem agradavel. Mas a razão principal de eu ir a Miami é para me encontrar com meus grandes amigos aí de Porto Alegre o Sergio Zukov e esposa Andrea. Estudei com os dois aí em Porto Alegre no Segundo Grau (No Godoi que fica perto da Farrapos) nos anos 80 e desde então somos grandes amigos. O Sergio é um cara muito engraçado e graças a deus é fregues eterno meu no Futebol de Botão (alem do futebol jogado no campo tambem, mas creio que ele discorde de mim)! Ah e é Colorado Doente tambem! Varias das minhas camisas do Inter na minha coleção (que pode ser visto aqui no Blog) foram presentes vindos dos Zukov's.

Falando com ele hoje sobre a viagem ele me passou o coluna que saiu na ZH de Domingo sobre seu uso do seu Smartphone no Beira Rio. Segue o artigo da ZH. E provavelmente estarei mandando fotos ao Blog de Miami atraves do meu novo e primerio smartphone que comprei a umas semanas.

E já to vendo num futuro proximo alguem escrevendo e enviando fotos e videos direto do Beira Rio para o Blog Vermelho atraves do seu celular. Já dá pra fazer isso, so falta alguem se candidatar!



A síndrome do smartphone

Donos de celulares com recursos de computador não se desligam do aparelho nem nos momentos de lazerPassa da 1h da manhã de uma quinta-feira. É dia 4 de dezembro, e o Internacional dá a volta olímpica no Beira-Rio comemorando a inédita conquista da Copa Sul-Americana. O colorado Sérgio Zukov, 41 anos, está no estádio, mas seus olhos estão fixados em outro ponto: no visor do celular. Puxou o telefone do bolso quando a partida terminou para enviar um e-mail “tocando flauta” em amigos gremistas. Percebeu que a caixa de mensagens estava cheia. Havia duas relacionadas ao trabalho. Não resistiu e respondeu. Era a “síndrome do smartphone” assolando-o mais um vez.

Não se trata de nenhuma doença nova. Refere-se a uma característica comum entre os donos desses aparelhos: simplesmente não conseguem se desgrudar deles.

Smartphone (celular inteligente, em uma tradução literal) são telefones com recursos de computador, têm acesso à internet e alguns até permitem editar arquivos de texto e planilhas. O badalado iPhone, da Apple, entra nessa categoria, mas nenhum é tão “viciante” (a dizer pela fama) quanto o BlackBerry, da canadense RIM. Até o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, já confessou como um dos seus piores hábitos ficar checando mensagens no BlackBerry – ou crackberry, como foi apelidado. O colorado Zukov brinca com a situação:

– Estou prometendo para os amigos e para a minha mulher que estou me curando, só que tenho senso de urgência, de tentar resolver rapidamente, e o smartphone permite muito isso – desculpa-se. – Sem o aparelho, é como se estivesse sem saber o que está acontecendo. Também se não fosse por ele, eu ficaria até mais tarde no escritório – relata o gerente geral do Praia de Belas Shopping.

O destaque, do qual o BlackBerry foi pioneiro, é a tecnologia push, que avisa quando chega um novo e-mail. O problema, claro, é quando não se está trabalhando. Zukov diz ter tido fases piores, de acordar às 5h e responder mensagens. Também já recebeu “puxões de orelha” da esposa e da filha por acessar o correio eletrônico durante o almoço.

– O apoio da família é importante, como no caso de outros viciados, devia ter um grupo de ajuda – sugere.

E vale perder a volta olímpica de uma conquista inédita do seu time de futebol? O que determina, diz ele, é a urgência em responder a mensagem e a sua disciplina (no uso do smartphone).

– Você olha a caixa de mensagem e vê que tem um e-mail importante de cliente. Não vai responder? Ainda não consegui segurar essa ansiedade – reconhece.

Reuniões longas são um desafio para os donos de smartphone. Na opinião de Zukov, é possível prestar atenção no que os outros falam enquanto se responde um e-mail, mas ele procura não fazer mais isso, por respeito. De qualquer forma, quem leva a culpa é o acirrado mundo dos negócios:

– A tecnologia aumentou a velocidade com que se espera uma resposta. O competidor ali do lado tem a mesma tecnologia a seu dispor, e você não vai abrir mão da sua capacidade de velocidade – alega o executivo.

O mercado de smartphones é um gigante em crescimento. No Brasil, o faturamento com a venda desses equipamentos pulou de US$ 124 milhões em 2005 para US$ 1,3 bilhão em 2008, com previsão de ultrapassar os US$ 7 bilhões em 2012, segundo o Gartner, consultoria especializada em tecnologia.

Tuong Nguyen, analista de mobilidade da instituição, pondera que o mercado de telefonia móvel tem crescido como um todo no país, e os smartphones seguem essa onda. Além das redes 3G, que levam banda larga ao celular, com planos de dados já não tão exorbitantes, há mais opções de produtos entrando no mercado nacional, o que os torna mais acessíveis, até mesmo no preço.

Na TIM, informa o gerente de vendas da operadora no Estado, Carlos Eduardo de Novaes, 25% dos modelos no portfólio são smartphones. Daniel Himelgryn, gerente de estratégia de aparelhos da Brasil Telecom, lembra que o lançamento de smartphones como o N95, mais parecidos com os aparelhos celulares, ajudam a impulsionar as vendas entre usuários domésticos. Isso mesmo: smartphone, hoje, não é mais coisa só de engravatados.

– A gente vê pessoas que não necessariamente precisam desses aparelhos, mas que usam porque veem um benefício de estarem conectadas – avalia o diretor da área de terminais da Vivo, Hilton Mendes.

O badalado iPhone teve papel fundamental para alavancar esse mercado. Até o concorrente confirma:

– A Apple investiu em quebrar essa linha do que é corporativo e consumidor final. Isso aumentou o tamanho do bolo do mercado – admite o gerente de produtos da RIM, Henrique Monteiro.

Uma pesquisa encomendada pela Claro, informa Maurício Perucci, diretor regional da operadora, apontou que 80% dos brasileiros desejam ter smartphones. Apesar de cada vez mais comuns nos elevadores e salas de embarque, os aparelhos ainda entram na categoria “sonho de consumo”.

VANESSA NUNES