Escrito por Diana Oliveira
Olha eu aí, a convite do presidente vou dar o ar da graça também às segundas-feiras... duas vezes por semana essa mala... Exato! Legal, né? Então, aproveitem ou troquem de estação.
A semana teria mesmo que iniciar bem para os colorados, depois da friaca e da chuva maldita que castigou os 13.057 guerreiros e guerreiras da arquibancada no sábado. O jogo foi ruim, como são todos em dia de chuva intensa, campo pesado, poças salvadoras e ingratas que nos levam do suspiro à taquicardia em questão de segundos. O desempenho dos atletas fica à mercê da água e não da bola. Mesmo assim, jogo é jogo e sempre rende algumas considerações, ou dúvidas, não entendi porque o Magrão jogou com a 11...
Roger foi o melhor em campo, gostei dele com a 5. Subiu com qualidade ao ataque e cobriu devidamente a esplanada Alex/Cardoso. Aliás, qualquer volante ou meia que jogar com esses dois e não terminar morto de tanto correr, já tem meu apreço. O pânico está em novamente certificar-me de que, ainda, o jogador mais qualificado para a lateral esquerda, no plantel do Inter, continua sendo ele mesmo, o caso perdido Rubens Cardoso. O desconhecido Jorge Luís é a minha última esperança, que já deveria ter falecido no Hidalgo, mas ainda resiste. Eles tentam se ajudar, um sai levando na correria a bola pelo “costado” enquanto o outro aparece no apoio, daí o Cardoso dribla um e toca pro Alex, que tenta fazer o que o primeiro deveria ter feito, mandar pra área. Até aí tudo bem, o Alex cruza melhor (não que isso signifique bem, apenas melhor), mas já provoca uma confusão na área, vem alguém de trás e pega o rebote, enfim, há uma chance de gol criada. Mas não foi gol e o rebote é adversário, daí sim, é desespero, amenizado pelo Roger ou pela poça d’água.
Como não tenho conhecimento do futebol da poça, vou me deter ao Roger. Foi bem demais no desarme, ainda não o tinha visto com tanto empenho defensivo. No jogo contra o Vasco a escalação dele junto ao Pinga me agradou bastante, só no anúncio porque a atuação deixou a desejar. Como o time inteiro foi muito mau naquela partida, volta o crédito a essa dupla de criação. O Pinga me decepciona quando joga com marcação em cima, apertada, brilha contra times abertos ou fracos. Técnica existe naquele corpo, ainda espero mais atitude, esta que teve o garoto Roger no último sábado. Criou jogadas pelo meio e acabou errando alguns passes na tentativa de tocar direto, o que já havia ocorrido contra o Vasco, sendo que o presenteado foi o Perdigão, daí o rapaz ofereceu inocência ao diabo. Dessa vez tive certa complacência com esse erro, primeiro porque tava muito difícil de carregar a bola, era mais inteligente tocar rápido, depois me pareceu ousadia, talvez pela saudade que sinto do toque de bola que adquirimos em 2005 e levamos até a Libertadores 2006.
Bom Roger, agora vê se não vacila na disciplina, dentro de campo teu futebol tá se afirmando em ritmo gradual e evolutivo. Pra recordar, essa camisa 5 aí um dia foi do Falcão. Te inspira.
As queixas ao juiz procedem, como também ocorreram erros graves em dois jogos recentes do Inter, um gol legítimo do Adriano, anulado, contra o Cruzeiro. Teria sido 3x3 e acabou 3x2 pra raposa. E contra o Botafogo, gol em impedimento validado que nos tirou a vitória fora de casa. Perdemos quatro pontos em função de arbitragem, claro que mais pontos foram desperdiçados por incapacidade nossa, mas não me sinto amplamente favorecida por situações como a do último jogo. Por falar nele, o juiz, duas últimas considerações:
Juízes, não de futebol, mas do Supremo Tribunal Federal, decidem nesta segunda-feira se abrem processo criminal contra parlamentares, dirigentes partidários e ex-ministros envolvidos no mensalão. Eles podem ser processados por formação de quadrilha, corrupção e lavagem de dinheiro. Ou seja, há uma ação penal que pode levá-los a prisão, em outros casos de corrupção na história política do país nem isso ocorreu. Por exemplo, o deputado federal João Alves, famoso por “ter sido contemplado mais de duzentas vezes na loteria”, justificando sua renda à CPI que investigava o escândalo dos anões do orçamento, em 1993, renunciou antes de ter seu mandato cassado, nunca foi julgado política e tão pouco criminalmente. Ele faleceu em 2004 sem, se quer, perder seus direitos políticos. Esta é ao menos uma iniciativa. Aguardemos.
O excelente livro de Eduardo Galeano, Futebol ao Sol e a Sombra, traz um ótimo texto sobre os árbitros e suas desgraçadas vidas, ele diz algo como “os times perdem por causa dele, vencem apesar dele”. Recomendo.
Bom início de semana a todos, nos vemos na quarta. Saudações coloradas.