quarta-feira, novembro 16, 2011

Fim e reinício

Depois de um tempo, o melhor a se fazer é jogar a toalha. As tentativas são tantas e tão insatisfatórias que você se entrega, até a sua esperança diz que chega. Foi o que houve, pelo menos comigo, que até umas três semanas atrás vinha pensando, por quê não, em título. Que sonho. A triste realidade uma hora iria bater à porta.

Mas que realidade? A realidade é que o Inter não queria, ou pelo menos não parecia querer, realmente vencer, se classificar, o que fosse. Ganhávamos, jogávamos bem, mas nunca parecia que o time ia realmente embalar. Tinha um clima meio preguiçoso no ar. E eu achando que na verdade era tudo parte do plano celestial da vitória. Fazer o quê. É parte do esporte sonhar e se desapontar, eu acho.

Bom, e agora? Não vejo nem Libertadores no nosso rastro. Temos de nos reerguer. Tem muita coisa ainda, muitos passos precisam ser refeitos, e mais uma vez o Inter precisa aprender com seus erros. Apesar do time estar na melhor era de sua história, sempre parece que poderíamos ter feito mais, e não sei se isso tem a ver com direção ou etc, mas mesmo com as mudanças, continua igual.

Acho que é a falta de foco. O Inter fica nessas de investir em todos os campeonatos e no fim é nenhum. O lado positivo de não nos classificarmos para a Libertadores é finalmente poder se concentrar totalmente no Brasileirão. Esquecer a Sulamericana. Mas provavelmente não vai ser o que vai acontecer, teoricamente a Sula é mais fácil que o Brasileirão, e como é internacional, vai ser priorizado.

Aguardo ofegantemente o ano que vem, torço para que as reformas do Beira Rio não sejam (mais) problemáticas. Espero que o Inter leve as competições a sério e principalmente, foque no Brasileirão. É a coisa mais importante que vamos disputar. E o melhor de tudo: temos time para vencê-lo. É tudo questão de vontade.