Gauchão, Recopa, Copa Dubai. Títulos.
Títulos? Sim, títulos. Todas com sua devida importância. Seja para retomar a hegemonia regional, seja para consolidar a imagem ascendente no cenário mundial.
Títulos? Não. Hoje a hegemonia regional já não tem mais o peso de outrora para um clube que já conquistou o mundo, e Recopa e Copa Dubai nada mais são do que torneios caça-níqueis.
A certeza que tenho, e talvez seja a mesma de outros colorados, é que salvo uma excelente campanha no Brasileirão, teremos uma gestão Píffero marcada pelo fracasso no âmbito FUTEBOLÍSTICO.
Cabe muito bem ressaltar que em termos de gestão administrativa e financeira o clube vem obtendo resultados satisfatórios, elevando-se a um patamar jamais obtido, e com excelentes perspectivas. Paradoxalmente, o futebol, que “simplesmente” é o resultado final, vem em sentido oposto.
Minha intenção hoje era dar prosseguimento a uma série de tópicos que pretendem abordar o clube como um todo. Assuntos menos tangíveis que o futebol propriamente dito, tais como finanças, patrocínios, receitas, marketing, património.
Humildemente neste momento faço o que desejo que a direção e todo gestor colorado faça: volte suas atenções para o futebol.
Este é o momento de reunir comissão técnica e jogadores. Encontrar motivos, causas e soluções para tanta instabilidade. Reavaliar o grupo. Discutir reforços. Buscar cumplicidade e doação de todos, do porteiro ao treinador. É hora de lavar a roupa suja e de retomar o espírito guerreiro, mas sobretudo vencedor
Tal qual um paciente no divã, em busca de aconselhamento profissional, o INTER precisa reencontrar o seu EU. Só retomando sua identidade, é que haverá a retomada dos títulos.
Idéias de time de futebol vencedor não faltam em nossa história. Algumas bem recentes inclusive.