terça-feira, abril 13, 2010

Quarta e Domingo

A partir de agora, será assim: teremos jogo quarta e domingo. A começar por amanhã, contra o Emelec, e domingo, contra o Pelotas. Na semana que vem, na verdade o jogo será na quinta, contra o Deportivo Quito, no Beira-Rio. O fato é que vencendo o segundo turno do Gauchão (acho que agora vai), e nos classificando para as oitavas de final da Libertadores (só faltam 3 pontos), vamos iniciar uma série de dois jogos por semana, com clássicos pelo título regional e viagens pelo continente na Libertadores. Vejamos a grade:


14/04 (quarta) – Emelec x INTER (Guayaquil)

18/04 (domingo) – INTER x Pelotas (Beira-Rio)

22/04 (quinta) – INTER x Dep. Quito (Beira-Rio)

25/04 (domingo) – Final do Gauchão (ida)

28/04 (quarta) – Oitavas da Libertadores (ida)

02/05 (domingo) – Final do Gauchão (volta)

05/05 (quarta) – Oitavas da Libertadores (volta)

09/05 (domingo – INTER x Cruzeiro (Beira-Rio)


Os resultados de amanhã e do próximo domingo serão decisivos para determinar quando e onde jogaremos. Domingo é mais simples. Vencendo, teremos dois grenais, sendo o primeiro no Beira-Rio. Perdendo, teremos dois finais de semana de folga antes do início do Brasileirão. Não vou trabalhar com a hipótese de derrota para o Pelotas, pois, se acontecer, não haverá problemas com acúmulo de jogos, minha verdadeira preocupação no momento.

A questão para a qual quero chamar atenção é justamente para a importância do resultado de amanhã, no Equador. Fui num desses sites que oferecem simuladores de resultados na Libertadores e os correspondentes cruzamentos nas oitavas de final. Claro, estou trabalhando no campo das hipóteses, de resultados que ainda não ocorreram. No entanto, evidenciei uma grande chance de jogarmos no México, no dia 28/04, entre os dois jogos finais do Gauchão, caso o Inter empate, amanhã, com o Emelec.

Em caso de derrota, amanhã, vencendo o Deportivo Quito no Beira-Rio, estaremos muito provavelmente classificados em segundo, no grupo. Nesse caso, jogaríamos a primeira das oitavas da Libertadores em casa, mas possivelmente com outro time brasileiro ou até mesmo o Estudiantes.

Já em caso de vitória, serão fortes as chances de terminarmos entre os dois melhores campeões de grupos na primeira fase da competição continental, mas isso não significa que teremos um adversário fácil nas oitavas, nem mesmo uma viagem curta. É possível, até mesmo, que voltemos a jogar contra o Cerro, do Uruguai. Só não sei se daria tempo, nem se desta vez eles aceitariam jogar de novo em Rivera. Seria bom.

O que me parece incontestável é que as decisões do Gauchão não poderiam ser em pior hora. Contudo, também é fato que esse calendário foi assinado pelo clube no início da competição e é conhecido de longa data. Então, cabe aqui refletir e repetir: qual a prioridade?

Vai ter gente dizendo que o Gauchão não vale nada, que se joguem os grenais com os reservas ou o que sobrou do desmanche feito no Inter B. Juro que achei, no início do ano, que o Inter B seria o nosso paraquedas reserva, para o caso de uma necessidade, sendo mantido até o final do Gauchão. Não foi. Vários jogadores foram emprestados para times do nordeste e o grupo está sendo remontado.

Outros dirão que tem que ganhar tudo, entrar com titulares em todas as partidas, que não tem nada demais jogar quarta e domingo, viajar de avião e ficar hospedado em hotéis de luxo, ganhando bem, comendo bem, dormindo bem (será?).

O que sei é que nós, torcedores, não envolvidos com a administração do futebol colorado, podemos dizer o que quisermos, sem o peso da responsabilidade de decidir. Mas aqueles que lá estão, uma decisão ou outra, terão que tomar. Qual? É o que veremos, depois de quarta e domingo.