terça-feira, junho 19, 2007

27 HISTÓRIA DO INTER - LIBERTADORES 1980


Escrito por Raul Pons


A epopéia colorada na final da Libertadores de 1980:

Primeiro jogo: 30.07 Internacional 0x0 Nacional

Os 20 dias que separaram a classificação colorada para a final (10.07) e a primeira partida da final foram marcados por polêmicas e por 5 compromissos pelo campeonato gaúcho.


Em 11.07, uma boa notícia: Batista renovou contrato por mais um ano com o Internacional.

Dia 13.07, os titulares enfrentaram o Internacional de Santa Maria, no Beira-Rio. Em um jogo disputado, o Colorado venceu o Coloradinho por 3x2. No mesmo dia, o goleiro Bagatini era emprestado ao Vitória BA.

No dia 16.07, um time misto, com Falcão em campo, bateu o Farroupilha, no Beira-Rio, por 1x0. O Colorado jogou mal e teve dificuldades de superar a retranca do Farrapo. Somente aos 42' do 2º tempo saiu o gol. A partir dos 20 minutos de jogo a torcida passou a vaiar o time. Até Falcão foi vaiado, ao cobrar mal uma falta.

18.07 - Foi sorteado o mando de campo da final, e o Colorado perde a chance de jogar a última partida em casa.

20.07 - rádios de São Paulo anunciam a venda de Falcão para a Roma.

21.07 - o time reserva empata em Bagé, com o Guarany, 1x1. No mesmo dia, o CD colorado reuniu-se e o maioria dos conselheiros, informados de que a Roma estaria oferecendo 3 milhões de dólares por Falcão, concordaram com a venda do craque.

23.07 - Charge na ZH: um globo terrestre, no RS, os gritos de "ucho, ucho, ucho, o papa é gaúcho"; na Itália "ano, ano, ano, o Falcão é italiano". No mesmo dia, ao entra em campo para treinar, Falcão é xingado de mascarado por um garoto.

24.07 O Internacional joga com os titulares em Lajeado, e perde por 1x0 para o Lajeadense. Na saída de campo, Mário Sérgio promete o "título da América à torcida".

25.07 - Falcão é vendido à Roma. Em 26.07, ZH estampa na capa: "Falcão milionário". Abaixo, uma foto do craque, já com a camiseta da Roma. No mesmo dia, ZH publica uma cópia do contrato. Falcão estava sendo vendido por 1.700.000,00 dólares, em 3 vezes: 578 mil no ato, 561 mil um ano depois e 561 mil dois anos depois. Asmuz diz que há outros dois documentos e que o valor total é de 3 milhões. A direção da Roma e o empresário de Falcão desmentem Asmuz quanto ao valor.

27.07 - Falcão jogaria contra o Esportivo, mas a direção colorada demora para fazer o seguro para o jogador, em caso de contusão, e ele fica de fora. Mesmo assim, os titulares (três dias antes da final da Libertadores!) vencem o Esportivo por 4x1.

29.07 - ZH anuncia desmanche do time colorado: Chico Espina estaria indo para o Flamengo, Jair e Adílson para a Europa e Valdir Lima para o Vitória BA. No mesmo dia, uma notícia preocupante. A direção oferecia Cr$ 300 mil pelo título, mas os jogadores queriam mais. No mesmo dia, em entrevista, Falcão foi perguntado se em 1983, ao receber passe-livre da Roma, poderia jogar no Grêmio. Resposta: "Não, o Grêmio não poderá me contratar, porque eu não aceitarei. No fim do meu contrato com a Roma eu volto para o Internacional".


Em 30.07, lá estava a torcida colorada, no Beira-Rio. As diversas organizadas coloradas enfeitavam o estádio: Camisa 12, Super Fico, Falcão Povão, Coração Colorado, PX-Inter, Sangue Rubro, Príncipe Jajá, Pulmão-Batista e El Maestro (em homenagem ao Mário Sérgio). Na entrada do time em campo, um repórter perguntou ao Falcão: "Está louco para ir embora?". Resposta: "Não, estou louco para ganhar este jogo. Não posso pensar em outra coisa a não ser nesse título que é tão importante para nós". A direção queria fazer uma homenagem ao craque, na sua despedida do Beira-Rio, mas Falcão, não aceitou, argumentando que era dia de decisão, não de festa.


O Nacional entrou em campo jogando pelo empate. Marcava em todo o campo, impedindo o Internacional de trocar passes até mesmo na intermediária. Esparrago colou em Falcão e Chico Espina sumiu entre Blanco e De León. O Internacional parecia sem pressa. Nos contra-ataques, os uruguaios levavam perigo. Bicca passava sem dificuldades por André Luiz (no final do jogo, o lateral disse ter sido a pior partida da sua vida). O Nacional chega a criar três chances de gol, contra apenas uma do Colorado.

Na 2ª etapa o time melhora, ao desistir das bolas lançadas em profundidade e passar a tentar vencer a marcação uruguaia, com a habilidade dos jogadores brasileiros. Adavílson entrou em campo aos 24', melhorando a movimentação da equipe. Mesmo assim, o Colorado não consegue vencer o forte esquema defensivo do Nacional. Alguns torcedores elegem Falcão como culpado e vaiam o craque, chamando-o de pipoqueiro e canela de vidro. O time, em campo, fica nervoso, principalmente os menos habilidosos. Falcão responde com sua técnica. Em um lance, aplica um chapéu humilhante em Esparrago, em outro lance, dá um corte espetacular em um zagueiro uruguaio e quase encobre Rodolfo Rodríguez. Mas não era a noite do Internacional, e o marcador ficou em branco.

Ficha do jogo

Internacional 0x0 Nacional

Data: 30/07/1980

Estádio: Beira-Rio

Público: 55.623 pagantes (60.501 no total)

Renda Cr$ 11.750.140,00

Juiz: Jorge Romero (argentino)

IN: Gasperin; Toninho, Mauro Pastor, Mauro Galvão e André Luís; Batista, Tonho e Falcão; Jair, Chico Espina (Adavílson) e Mário Sérgio

Técnico: Ênio Andrade

NA: Rodolfo Rodríguez; Moreira, Blanco, De León e González; Espárrago, De La Pena e Luzardo; Bicca, Victorino e Pérez

Técnico: Juan Mujica

06.08 Nacional 1x0 InternacionalApós o 1º jogo da final, no dia 03.08, o Internacional voltou a campo, pelo campeonato gaúcho. Com três titulares em campo, o Colorado perdeu para o Caixas por 2x0. Era um sinal de mau agouro: derrota em um estádio chamado Centenário, e sendo prejudicado pela arbitragem, que anulou dois gols colorados e deixou de marcar um pênalti.Mas o Internacional mostrou que estava mobilizado para a partida. Cláudio Mineiro, um mês depois da sua cirurgia no joelho, ofereceu-se para jogar a final. Mesmo sendo chamado de louco pelos seus companheiros, entrou em campo no estádio Centenário. Além dele, Mário Sérgio, Toninho e Batista também iam jogar no sacrifício.

No Uruguai, o Nacional utiliza todos os recursos, lícitos e ilícitos, para chegar ao título. Os uruguaios chegaram inclusive a permitir, no banco de reservas, apenas o técnico Ênio Andrade, o preparados físico Gilberto Tim e o médico colorado. Reservas e dirigentes tiveram de ficar no meio da torcida uruguaia. Além disso, na imprensa uruguaia, dirigentes do Nacional criticaram duramente o Peñarol, que emprestou seu campo de treinamento ao Colorado.
O Internacional começou o jogo tocando a bola, para ganhar tempo e acalmar os jogadores. Mas logo aos 3', Chico Espina rouba a bola de Blanco e cruza para Adílson, que chuta para fora. Aos 11', Morales acerta um sem-pulo, mas Gasperin faz uma boa defesa. O Nacional tenta evitar os avanços colorados, mas Falcão, aos 18' e 24', com chutes de fora da área, obriga Rodolfo Rodríguez a fazer grandes defesas.Aos 35', o lance decisivo da partida: o juiz marca uma falta inexistente de Mauro Galvão em Morales. Enquanto os jogadores colorados reclamavam, Morales cobra rapidamente, passando para Moreira, que cruzou para Victorino, livre, marcar: Nacional 1x0.

Aos 36', Adílson e De La Peña caem em campo. O juiz permite que o departamento médico do nacional entre em campo, mas não aceita que Adílson seja atendido no gramado, obrigando o jogador a sair de campo e só autorizando sua volta minutos depois. A situação foi tão descabida que o uruguaio Eduardo Roca Couture, delegado da Conmebol, teve de intervir e exigir do árbitro que desse tratamento igual aos dois clubes. Aos 38', com o Internacional apenas com 10 jogadores em campo, Bicca quase fez 2x0.

Na ida para o vestiário, no intervalo, Jair e Mário Sérgio quase trocam socos. Falcão e Batista os empurram para dentro do vestiário e Falcão acalma os brigões. Mário Sérgio cobrava mais raça de Jair.No 2º tempo, o Internacional voltou decidido a pelo menos empatar a partida. Aos 2' Rodolfo Rodríguez tem de defender uma cabeçada de Jair. Aos 9', Cláudio Mineiro não resiste mais às dores no joelho operado e é substituído por Bereta. Aos 11' De León mete a mão na bola dentro da área, mas o juiz marca a infração fora da área.O ímpeto colorado, aos poucos, começa a diminuir, frente à marcação violenta do Nacional. Aos 24' Jair chuta e obriga Rodolfo Rodríguez a defender em dois tempos.No finalzinho, quase o gol salvador: aos 41', Jair, na pequena área, cabeceia para as redes, mas Rodolfo Rodríguez faz uma defesa milagrosa. Quatro minutos depois, o árbitro terminava a partida. O sonho do título sul-americano seria adiado por 26 anos.

Ficha do jogo

Internacional 0x1 Nacional

Data: 06/08/1980

Estádio: Centenário (Montevidéu)

Público: 65.000 pessoas

Juiz: Edson Pérez (peruano)

Gol: Victorino 35' do 1º

IN: Gasperin; Toninho, Mauro Pastor, Mauro Galvão e Cláudio Mineiro (Bereta); Batista, Falcão e Jair; Chico Espina, Adílson e Mário Sérgio

Técnico: Ênio Andrade

NA: Rodolfo Rodríguez; Moreira, Blanco, De León e González; Espárrago, De La Peña e Luzardo; Bicca, Victorino e Morales

Técnico: Juan Mujica


27 Comentários:

Thiago Alexi Freitas disse...

impressionante!

desde essa época a ZH instigando o vestiário colorado e prejudicando o Inter.

porque agora não estão noticiando nada a respeito do vstiario gremista ou da venda de algum jogador? nem do lucas eles falam mais? e o bixo? será que está tudo certo? é muita imparcialidade pro meu gosto


tirando minha indignação pela ZH, o texto é lindo e retrata algo de muita importância pro Inter, que foi essa final de libertadores.

achei particularmente interessante a declaração do Falcão dizendo que voltaria a jogar no inter depois do término do contrato com a Roma(coisa que nao acontece mais hoje em dia - essa fidelidade ao clube) e mesmo assim ele foi vaiado e xingado no beira-rio... como as coisas mudam...

luís felipe disse...

Thiago, eu vejo isso como uma demonstração de que a imprensa pouco ligava para a Copa Libertadores. A direção também parecia não estar muito preocupada. Agora, é interessante perceber que na Libertadores antiga, não tinha como ganhar sem doping, condicionamento do adversário e da arbitragem.

Schroder-EUA disse...

Muito Bom Raul isso traz memorias ja que vivi tudo isso.

Isso tua hostoria PROVA que a Libertadores nao era tao desprezada como dizem hoje em dia. O Inter queria o titulo SIM....simplesmente nao deu. e tnha 60 Mil colorados no Beira Rio!

Ah e o jogo no Uruguay passou na TV Guaiba....em Preto e Branco ja que o Uruguay ainda nao tinha TV a cores ao menos nao tinha pra esse jogo. Pode ver no SLPTA o gol ta em P&B.

Thiago Alexi Freitas disse...

até podes ter razão, mas eu gostaria de ver as noticias que sairam na ZH na final da libertadores de 83 pra comparar...

Unknown disse...

Como teria sido diferente a história do Inter se esse jogo terminasse de outra forma...

Mas o Inter não estava preparado para esse título. Basta ver esse desmonte, essas ações destrutivas da imprensa, e essa de aceitar não ter banco de reservas. Além disso, o lance daquele gol uruguaio é emblemático de quem não está habituado e preparado para os juizes da Libertadores. Até hoje os clubes brasileiros passam por dificuldade, pq não existe autorização para cobrar falta, só no Brasil.

Thiago Alexi Freitas disse...

mas essa de desmonte teve ano passado no fim da libertadores igual guilherme...

COLLE ROUPAS TRADICIONALISTAS disse...

ALGUÉM VIU A MATÉRIA SOBRE O PATO NA SPORTV? FOI BOA, ACHO QUE FALARAM DE MAIS SOBRE O ROBINHO, MAS FOI BOA...ACHO QUE DEVE TER A MATÉRIA COMPLETA NO SITE DA NIKE PARA FAZER DOWNLOAD!



SDS COLORADAS


DALE BOOOOOOOCA

cjr-sp disse...

Acabei de escutar na gaucha que a reuniao entre os dirigentes do boca e os do gremio, o bixo pegou feio...disseram que o boca se recusa a jogar com outro uniforme e que nao quer saber, vai com o seu uniforme titular e que o gremio que se exploda...

pelo que escutei...

ESSE JOGO AMANHA NAO ACABA.

Unknown disse...

Bom ler isso. Para quem tinha dúvidas da outra vez que falaram do Falcão, tá aí a prova de que o cara é colorado sim.

E vai estar em PoA amanhã comentando o jogo por sacanagem da Globo, que jamais colocaria um Colorado no ano passado com o Inter na final, mas não se importa com isso este ano, já que é um brasileiro e um argentino.

Eber Prado disse...

A história de qualquer que seja o assunto é intrigante justamente pela analise que hoje se pode fazer a respeito dela. Sou amarrado em história.Parabéns Raul.

m.rodrigo.oliveira disse...

Francisco. Na Libertadores eu não lembro, mas no Mundial, o Falcão comentou os dois jogos do Inter. Teve até aquela cena dele corrigindo o Galvão Bueno no ar, quando o narrador disse que a torcida do Inter estava concentrada no parque "Moínho dos Ventos".
E tem outra. Todas as notícias que saíram na época acabaram se confirmando. Isso quer dizer que faltou competência pra administrar os bastidores. E incompetência era o que não faltava pra turma comandada pelo Asmuz.

Tiago Finkler disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Tiago Finkler disse...

Muito legal poder ler informações tão detalhadas sobre a LA 1980. Isso simplesmente não tem preço. Parabéns pelo trabalho Raul. Tu é o historiador do colorado mesmo heheheh

Enfim essa história, além de proporcionar uma fantástica volta no tempo esclarece duas pulgas atrás da orelha que suriram aqui nos comentarios do BV: a suposta pouca importancia que os clubes davam para a libertadores no passado e o fato do Falcão não ser lá tão colorado.

Agora não tenho dúvidas. Tanto o Inter como o Nacional queriam muito ganhar aquela LA 1980. E o Falcão é e sempre foi um BAITA colorado.

Belo texto...
Parabéns novamente!

Eber Prado disse...

Pessoal o Falcão se vocês puderem observar, agora com calma, o teipe da partida final do Mundial Fifa, vão notar que o Falcão está estremamente nervoso no sentido de estar torcendo para o time do coração. Tem uma hora que o Galvão Bueno pergunta alguma coisa a ele e o Falcão fala meia duzia de palavras e se cala, talvez pelo nervosismo, talvez para voltar a acompanhar logo a partida. Isso se passa perto do fim do jogo.

cjr-sp disse...

Querer ganhar, todos querem quando entram em campo...o que eu ao menos quiz dizer em comentários anteriores é que havia uma serie de problemas extracampo e alguns deles foram descritos brilhantemente pelo texto e que certamente atrapalharam e fora que a direçao nao tinha noçao do que era a competiçao e estava mais atrapalhando do que ajudando tb. Eu tinha 16 anos mas me lembro bem, asmuz assumindo vendendo falcao, só esse fato isolado já foi desmoivador o suficiente. Entao coninuo com a minha opiniao que tínhamos time, mas fomos atrapalhados por fatores extracampo e falta de mobilizaçao suficientes para ganhar um final de libertadores. Tanto que muito poucos colorados atravessaram a fronteira para o jogo de lá e no daqui o baira-rio sequer estava com 80% da capacidade na época que era de 95,100 mil pessoas, apertadas mas era...

SDS.
CJR.

cjr-sp disse...

Os que viveram o periodo devem lembrar,...só o fato do falcao ter divulgado na época que iria morar na italia com um jornalista gaucho, chamado PATO, causou um alvoroço tão grande na extremamente machista e ditatotial sociedade gaucha, que só esse fato isolado já era um assunto mais comentado que qq coisa na época...isso foi motivo de gozaçoes de gremistas por alguns anos. As coisas eram diferentes na época. E muita coisa junto acabou por desviar o foco, a concentraçao necessarias para ganhar a libertadores, embora o Nacional fosse um ótimo time, o nosso era uma seleçao. E em condiçoes normais de concentraçao e foco numa competiçao teríamos ganho. Mas nada deu certo, nem o jogo em si ao qual fomos azarados e do outro lado tinha um dos maiores goleiros de todos os tempos, RODOLFO RODRIGUEZ...com de leon a sua frente, era um time complicado mesmo.
Quanto ao coloradismo interno de falcao, nunca duvidei dele. Quanto ao seu futebol, considero-o o melhor meio campista de todos os tempos, considerando que pele e maradona eram mais para atacantes. Só acho-o despersonalizado e nao perdo-o por nao estar na libertadores de 2006. Poderia estar escondido numa das suites, sem estar trabalhando, mas nao, foi para londres com a seleçao. Para mim foi ridiculo. No mais acho-o exageradamente em cima do muro, ficando até artificial os seus comentarios, nao precisava ser assim, afinal todo o mundo sabe que ele foi criado desde criança no clube e é um torcedor do clube.
Enfim, FALCAO foi o rei de roma, um dos maiores jogadores que vi jogar. Vi pele 2 vezes mas quase nao me lembro. Entretanto depois de pele e maradona, para mim falcao foi DEUS.

cjr-sp disse...

A prova cabal que nem a torcida dava bola é o publico divulgado no jogo do beira-rio, muito abaixo dos padroes de um beira-rio lotado na época...o brasileirao tinha muito mais importancia...é só comparar os publicos das 3 finais do brasileirao e o publico da final da libertadores no beira-rio.

A libertadores começou a existir como compeiçao cobiçada, para azar nosso depois dessa final contra o Nacional. É a minha opiniao.

Tiago Finkler disse...

Pois é... e naquele mesmo ano o nacional foi o campeão intercontinental toyota.

Se a gente for pensar o Inter perdeu uma oportunidade de ouro ao deixar de registrar a maior tajetória do futebol nacional: campeao braileiro invicto, campeao da américa e "campeao do mundo". Isso tudo antes do GFPA ter erguido qualquer taça além das fronteiras gaúchas. E faltou tão pouco...

Pelo menos os 26 anos de espera serviram para dar um sabor MUITO especial às conquistas de 2006.

Nelson - CONVERGÊNCIA COLORADA disse...

Eu estava naquele jogo contra o Nacional, todos queriam ganhar sim, mas não era o que é hoje, pois a repercussão do título da LA na época era só para os hermanos, o eixo Rio-SP não tava nem aí, pois eram ainda muito mais soberbos que hoje, apesar de, naquela época o Inter já ter ganho 03 Nacionais.

Hoje a repercussão da LA é mundial, os canais do Mundo transmitem os jogos (boa né Louis ?)e é mais importante do que o Brasileirão.

Naquela época ninguém aqui no Brasil fazia muita questão de disputar a LA, o que valia era o Brasileirão e só haviam duas vagas para a LA, mesmo os Europeus não ´enxergavam` o Toyotão com bons olhos e muitos ´abriam` mão de disputar com os Sul Americanos, pois além de serem dois jogos, um em cada sedes, eles não gostavam de vir aqui jogar, as viagens eram longas e os calendários não ´fechavam`. Teve uma final de Mundial com o Cruzeiro de Minas e um time da Europa (não lembro), o primeiro jogo foi na Europa com zero grau de temperatura, o segundo jog uma semana depois foi no Mineurão com 36 graus, era uma ´aberração` jogar nestas condições.

Eu sempre achei mas nunca disse, pois pareceria inveja, agora posso até escrever:

O título do Inter em 1975, foi o mais importante de todos para a Instituição, pois naquela época éramos times regionais, até lembro que em 1967 / 1968 (me ajuda Raul..) nunca haviamos ganho nenhum jogo em SP - Inter 1x0 Curintia, gol de Lambari - a chuteira foi ´bronzeada`e deve estar em algum museu, tal era a grande diferença entre os clubes do eixão pára o resto...então ganhar o Nacional foi uma festança, lembrando que as comunicações e transmissões eram escassas na época, os jogos são passavam em VT às 24:00 hs, que via, via quem não via, não mais..

Ali começou a ser escrita a justificativa do nome do nosso clube InterNACIONAL, hoje completa com muito orgulho podemos nos chamar INTERNACIONAL !

É isso aí, (a imprensa não teve nada a ver com isto, ela só quer vender jornal, se fizermos certos vaos em frente)

Sds Coloradas
Nelson

Tiago Vaz disse...

Como é dolorido perder uma final de Libertadores.

Meus pesames aos co-irmãos, que vão passar por isso denovo.

Abraço,
Tiago Vaz - Supremacia Colorada
http://essaterratemdono.blogspot.com

Raul Pons disse...

Louis:

Na verdade, o interesse pela Libertadores não era tão grande.

Um pouco antes de começar a Libertadores, Falcão declarou à ZH que o Internacional este ano estava valorizando a competição, damdo a ela a MESMA importância que o campeonato brasileiro.

Se na final o Beira-Rio recebeu um bom público, na partida semifinal que garantiu a classificação colorada, apenas 29.744 torcedores assistiram o empate com o América de Cali.

A questão das rendas foi inclusive motivo de grande polêmica entre Internacional e FGF. O Hofmeister, presidente da FGF, como representante do Internacional em uma reunião com dirigentes do América e Vélez (adversários da semifinal), acertou um acordo em que trocava-se os 20% da renda do clube visitante por uma cota fixa de 15 mil dólares. O Internacional desautorizou Hofmeister e tentou reverter o acordo, pois perderia dinheiro, já que sabia que as rendas seriam bem maiores no exterior que em Porto Alegre.

Mas sem dúvida, em 1980 valorizou-se bem mais a Libertadores que em 1976 e 1977.

Raul Pons disse...

Nélson:

Certamente os uruguaios e argentinos valorizavam muito mais a Libertadores que os brasileiros. O Nacional, naquele ano, ofereceu aos seus jogadores, como prêmio, toda a cota de televisionamento e a renda da final. Enquanto isso, a direção colorada seguiu pechinchando com os jogadores a premiação pelo título até depois do 1º jogo.

Concordo também que o título mais importante da história do Internacional foi o campeonato brasileiro de 1975, que abriu as portas para todas as conquistas posteriores, inclusive as do ano passado.

Sobre a ajuda que pediu:
No Robertão de 1967 o Internacional tornou-se o primeiro clube gaúcho a derrotar um paulista em São Paulo, ao vencer o Corinthians por 1x0, gol de Lambari, em 28.05.1967, no Quadrangular Final. Mas, por outro lado, os confrontos com paulistas, em SP, eram raros, antes de 1967, pela ausência de competições regulares. O Grêmio ainda enfrentou Palmeiras e Santos pela Taça Brasil, nos anos 1960, mas fora isso, ocorreram apenas raros amistosos.

E o time que derrotou o Cruzeiro, na final da Taça Intercontinental de 1976 (ainda não era Toyota) foi o Bayern de Munique.

Nelson - CONVERGÊNCIA COLORADA disse...

Valeu Raul:

E naquele tempo era só ´radinho`, lembrei uma coisa:

Já falei aqui várias vezes que nunca fui muito fã do ´radinho` pois os narradores tem que posicionar o ouvinte informando o local que está ocorrendo a jogada, e na maioria das vezes, exageram. O comentarista tem que anotar todos os chutes e situações de gol, e muitos perdem e não conseguem manter o foco na ´estratégia`. Então ficam falando somente sobre fatos, eximindo-se de dar opinião, tipo: Aos 22 min o cara chutou e a bola passou perto, mas não entram no detalhe o porque o cara chutou...

Até nas televisões nos intervalos, antigamente os comentaristas comentavam, hoje só sobram ´abobrinhas`.

Então hoje com a TV, não escuto narrações dos jogos pelo rádio. Eventualmente escuto comentários.

Naquele jogo ano passado contra o Goiás 1x4 estava voltando de uma viagem, e escutamos o jogo, eu me lembro bem de falar pros colegas, este time está fraco no meio-campo e estamos tomando muitos contra-ataques, não ouvia o nome dos dois jogadores pretensamente articuladores e diss pros amigos, sifu...estamos bem abertinhos, lembro que valia o vice-Brasileirão.

O que eu quero dizer é que se vc ouvir somente o jogo e não ouvir o nome dos melhores do meio-campo estamos f...façam o teste e verão.

Entenda-se os melhores do meio-campo o pessoal mais à frente que deve distribuir o jogo e ficar com a bola mais tempo.

O Grenal é uma boa chance de observação, acho que teremos problemas com o Alex e Iarley, que jamais conseguiram jogar bem Grenais, o Alex porque os caras vem pra cima e ele ´arrepia` e é lento para definição da jogada, o Iarley porque a marcação é forte e não existe espaço, ele tende a segurar a bola até perder, ainda mais se recua para buscar o jogo pela esquerda, como o Alex também joga por ali e tomara que não o R. Cardoso aquele lado é problema...

Abraço

diana oliveira disse...

nelson foi 2x4.
se tivéssemos algo tão grave no meio campo não teríamos ganho do al ahly e do barcelona, q foram os jogos seguintes...
aliás, o vexame desse jogo foi o luiz adriano, não conseguiu ao menos se posicionar na área, esquecera o q é linha de passe. e não é q num lance genial do fernandão levando três marcadores do al ahly o guri estava justamente bem colocado e desempatou o jogo? pra nossa alegria.
eu estava nesse jogo e o problema foi a pancadaria q o goiás deu no inter, todos os jogadores decidiram se preservar, não iam com tudo na bola, pois tinham algo mto mais importante na seqüência. pra tu ter uma idéia os caras conseguiram tirar o índio de campo, q é um touro de forte. no final desse jogo suspirei aliviada do pato não ter jogado, iam operar o guri.
não gosto de ouvir radio tbm,
não gosto de ouvir comentários, prefiro tirar minhas conclusões do jogo q eu estou vendo.
cada um "cria" a sua realidade, de acordo com sua ótica, sou mais a minha. depois do jogo eu converso, argumento e concluo onde me equivoquei e onde acertei.

Nelson - CONVERGÊNCIA COLORADA disse...

Diana:

Valeu pela lembrança e continua confiando no teu ´feeling` futebolístico, e após os jogos se tiveres dúvidas, eu te esclareço todas (bah essa foi nojenta, mas engraçada - eheheheh)

Ciao bella,

Wagner Saldanha disse...

Apésar da matéria ter sido postada em 2007, em épocas d funil da presente L.A. de 2010, gostaria de postar 1 comentário...
O Ínter valorizava a L.A. em 1980 por parte dos jogadores, da torcida (s/ precisar a RBS e o noço marketing ter ficado kieto), d toda a comição técnica e até msmo d alguns cartolas da CBF (gostariam de ver + 1 brasileiro ser campeão da América). O noço problem é q/ nw tínhamos departamento d futebol e ainda por cima éramos governado pelo Asmuz (... nw preciso nem dizer nada sobre ele ...). Outra coisa: os noços dirigentes nw botaram na cabeça dos jogadores a importância dece título, entregou tudo ao treinador Ênio Andrade (nw deveria ter feito iço, apesar da competência do proficional) e o marketing nw trabalhou (nw q/ iço foce o fundamental, mas ajudaria). Ademais, faltou ter feito 1 pré-temporada especial p/ eça competição; Valdomiro nw poderia ter sido vendido e nem Benitez; faltava tbém 1 centro-avante; colocar times somente reservas no Gauchão em jogos fora de casa (principalmete contra o Esportio) 1 ou 2 caras (gringos experientes, mas nw em fim de carreira) q/ já tivessem ganho a L.A.
P/ se ter 1 idéia da percepção da importância do título, no 1º jogo, apesar de tudo iço (e das avacalhações da RBS nos 20 dias q/ antecederam o 1º jogo da final), no Beira-Rio (1º jogo da final, msmo c/ friozão de cortar os beiços) lá estava a torcida, em 80 mil (praticamente o msmo de final do Brasileirão de 75).
Nw poço me esquecer de dizer: a RBS, desde eça época só queria saber d avacalhar c/ o noço vestiário em decisões. A emiçora sempre foi gremista e já perguntavam p/ Falcão s/ em 83 jogaria no Grêmio. A família patrona da RBS sempre foi conselheira do Grêmio; certamente sabia do projeto deles p/ ganhar a L.A. (iniciado no 1º semestre d 1980). Tal projeto serviria p/ "encobrir" noças coquistas como s/ foce 1 "cobertor"; aí precisavam comquistar a L.A e o mundo (p/ nw darmos o troco neles) p/ iço. P/ a RBS (e p/ qq gremista) era fundamental o Inter nw conquistar a L.A, pq s/ iço acontecece iríamos ser campeões mundiais, e o Grêmio iria virar 1 Atlético-MG dos pampas!!!
P/ finalizar, eça coisa d q/ o Ínter nw valorizava a L.A é coisa q/ o Wianey fica dizendo no Sala de Redação (apesar d Cacalo açumir q/ via o Ínter valorizar a L.A)!!... P/ reforçar deixo a seguinte pergunta: "Vocês irmãos colorados acham q/ depois d vencer o Brasileirão invicto, coisa q/ nenhum clube ja + consiguirá fazer, pela 3 vez, coisa q/ na época era 1 barbaridade, ninguém no Beira-Rio pensava em fazer alguma coisa diferente; d conseguir fazer o q/ poucos conseguem????"... Por favor!! Ainda + q/ ficaríamos conhecidos como o 1º clube brasileiro o ir p/ Tókio (do outro lado do mundo), mostrar o futebol brasileiro, d lá vencer 1 clube europeu (campeão) em 1 só jogo.
Eça coisa d ficar vendendo e anunciando dinheiro (e pgto de contas) é bem coisa d diretorias incompetentes q/ tivemos. Aí eles usam eces "objetivos" como desculpas pq nw sabem nada d futebol!!

SAUDAÇÕES ALVE-RUBRAS!!!!!

NUNCA NOS ESQUEÇAMOS DE Q/: SEMPRE VALORIZAMOS A L.A (MUITO ANTE DE QQ GAYMISTA SABER DE SUA EXISÊNCIA)!!!

Wagner Saldanha disse...

Apésar da matéria ter sido postada em 2007, em épocas d funil da presente L.A. de 2010, gostaria de postar 1 comentário...
O Ínter valorizava a L.A. em 1980 por parte dos jogadores, da torcida (s/ precisar a RBS e o noço marketing ter ficado kieto), d toda a comição técnica e até msmo d alguns cartolas da CBF (gostariam de ver + 1 brasileiro ser campeão da América). O noço problem é q/ nw tínhamos departamento d futebol e ainda por cima éramos governado pelo Asmuz (... nw preciso nem dizer nada sobre ele ...). Outra coisa: os noços dirigentes nw botaram na cabeça dos jogadores a importância dece título, entregou tudo ao treinador Ênio Andrade (nw deveria ter feito iço, apesar da competência do proficional) e o marketing nw trabalhou (nw q/ iço foce o fundamental, mas ajudaria). Ademais, faltou ter feito 1 pré-temporada especial p/ eça competição; Valdomiro nw poderia ter sido vendido e nem Benitez; faltava tbém 1 centro-avante; colocar times somente reservas no Gauchão em jogos fora de casa (principalmete contra o Esportio) 1 ou 2 caras (gringos experientes, mas nw em fim de carreira) q/ já tivessem ganho a L.A.
P/ se ter 1 idéia da percepção da importância do título, no 1º jogo, apesar de tudo iço (e das avacalhações da RBS nos 20 dias q/ antecederam o 1º jogo da final), no Beira-Rio (1º jogo da final, msmo c/ friozão de cortar os beiços) lá estava a torcida, em 80 mil (praticamente o msmo de final do Brasileirão de 75).
Nw poço me esquecer de dizer: a RBS, desde eça época só queria saber d avacalhar c/ o noço vestiário em decisões. A emiçora sempre foi gremista e já perguntavam p/ Falcão s/ em 83 jogaria no Grêmio. A família patrona da RBS sempre foi conselheira do Grêmio; certamente sabia do projeto deles p/ ganhar a L.A. (iniciado no 1º semestre d 1980). Tal projeto serviria p/ "encobrir" noças coquistas como s/ foce 1 "cobertor"; aí precisavam comquistar a L.A e o mundo (p/ nw darmos o troco neles) p/ iço. P/ a RBS (e p/ qq gremista) era fundamental o Inter nw conquistar a L.A, pq s/ iço acontecece iríamos ser campeões mundiais, e o Grêmio iria virar 1 Atlético-MG dos pampas!!!
P/ finalizar, eça coisa d q/ o Ínter nw valorizava a L.A é coisa q/ o Wianey fica dizendo no Sala de Redação (apesar d Cacalo açumir q/ via o Ínter valorizar a L.A)!!... P/ reforçar deixo a seguinte pergunta: "Vocês irmãos colorados acham q/ depois d vencer o Brasileirão invicto, coisa q/ nenhum clube ja + consiguirá fazer, pela 3 vez, coisa q/ na época era 1 barbaridade, ninguém no Beira-Rio pensava em fazer alguma coisa diferente; d conseguir fazer o q/ poucos conseguem????"... Por favor!! Ainda + q/ ficaríamos conhecidos como o 1º clube brasileiro o ir p/ Tókio (do outro lado do mundo), mostrar o futebol brasileiro, d lá vencer 1 clube europeu (campeão) em 1 só jogo.
Eça coisa d ficar vendendo e anunciando dinheiro (e pgto de contas) é bem coisa d diretorias incompetentes q/ tivemos. Aí eles usam eces "objetivos" como desculpas pq nw sabem nada d futebol!!

SAUDAÇÕES ALVE-RUBRAS!!!!!

NUNCA NOS ESQUEÇAMOS DE Q/: SEMPRE VALORIZAMOS A L.A (MUITO ANTE DE QQ GAYMISTA SABER DE SUA EXISÊNCIA)!!!

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