segunda-feira, outubro 19, 2009

MATA MATA ROUND 4

Pessoal desculpem a falta de sequencia depois dos 3 primeiros Mata-Matas. Mas vamos continuando e talvez seja até bom para não ficarmos só reclamando do time. Por favor nesse topico só votos e comentarios sobre os textos. Para comentar sobre o jogo de ontem comentem no topico anterior.

Hoje temos a QUARTA batalha no concurso para achar o novo colunista do Blog Vermelho. Um será eliminado e o outro continuará para o proximo round. Você decide. Candidatos por favor não revele seu nome até o fim do concurso e campanhas para amigos e familiares votarem é proibido. O Candidato PODE votar em si mesmo. Qualquer controversia será decidido por mim e pelos Bloguitas atuais do BV. Se der empate meu voto decide. Vamo lá então...boa leitura e deixem seus votos, opiniões e sugestões aos candidatos! Nesse topico apenas comentarios sobre os textos por favor. Off topic não será permitido e será apagado. Valeu! Os resultados dos primeiros Rounds serão anunciados mais tarde.

COLUNISTA # 7

1979... A bandeira roubada...
Dezembro de um longinquo 1979...
Era eu, um garotinho de apenas seis anos de idade, um inocente ( naquela época sem internet era mesmo... ), recém começando a entender das coisas do mundo, sobre a vida... E um fato me marcou profundamente naquele mês e ano que para todos nós Colorados É SAGRADO pelo feito alcançado pelo nosso esquadrão Rubro, feito ao qual até hoje ainda não encontrou ninguém que pudesse ao menos igualar, e creio sinceramente que tal fato jamais será igualado novamente...
Mas retornando a "vaca fria", era Dezembro, e como em todos os Dezembros aqui no Rio Grande, escaldante, sufocante, lembro muito bem do calor... da agitação... das Bandeiras vermelhas " tremulaaaaaando torcedor do Brasil " hasteadas em frente as casas, nas janelas, em mastros... nesse período a minha memória funciona em flashes, recortada... mas algumas coisas ( talvez as mais importantes ) não me escaparam no decorrer desses trinta longos anos ( meu Deus o tempo vôa... ), então vamos a elas;

O jogo final do Beira-Rio contra Vasco, lembro apenas de dois lances cruciais: O gol do nosso eterno ídolo e Capitão Falcão, desferindo um chute violento de rebote no modorrento Leão, e correndo para os braços da Nação Rubra, e quando o árbitro vai em direção ao nosso Goleiro ( Benitez ) e pega a bola para terminar a partida, essas duas imagens nunca saíram da minha retina de menino, que não sabia nada da vida, ou melhor quase nada, pois ser Colorado já estava no meu DNA... e como tal já fazia meu coração tiritar de tanta felicidade... Lembro também dos gols do glorioso Chico Spina no Maraca no jogo de ida... imagina, "Chico Spina" substituindo ao lendário Valdomiro e ainda metendo duas buchas em pleno Maracanã!!!! Tem coisas que só o Internacional faz pra você... não é Gabirú!

Mas o fato marcante, e que forjou a minha personalidade guerreira como a de todos nós Colorados de fé ( sim... pois quem aguentou a década de Arghhhh! noventa... ), é de fé mesmo! Quase um herói como relata perfeitamente o texto do nosso genial Veríssimo "Camisa Vermelha", escrito oportunamente logo após a conquista do Mundial...E eu como um pequeno aspirante a herói, estava todo serelepe, devidamente fardado, em cima do capô de uma velha camionete Rural Wyllis ( ainda vejo algumas heróicamente rodando... que saudades!!! ) que o meu velho Pai tinha, a rua pulsava, camisas vermelhas por todos os lados, foguetórios, e o meu Pai Colorado clássico, aquele de ir em jogos nos Eucaliptos, me deu uma bandeirinha do Inter, lembro muito bem dela, com um mastro de madeira, toda vermelha com o escudo sagrado bem no centro, ainda com as duas estrelas de 75/76... E eu explodindo de alegria, agitando a bandeira de um lado para o outro, feceiro da vida...

Quando percebi uma mão firme me arrancou a bandeirinha e a tirou das minhas pequenas mãos... Era um vizinho Gremista que por pura maldade a roubou de mim, e ainda saiu se gabando, como se tivesse conquistado um troféu, tal fato me arrasou na hora ( imagina, tirar brinquedo da mão de uma criança... ), chorei muito... e meu Pai e meus tios tentavam em vão me consolar... mas a choradeira não findava, e por incrível que pareça, até hoje eu agradeço por esse vizinho ter me tirado a bandeira das mãos, pois com esse gesto, ajudou a forjar a minha personalidade Colorada,de briga, de luta, espiríto que todo o Colorado tem dentro de si, de não aceitar a derrota, de nunca abandonar o time...

Pode ter certeza que esse vizinho que eu nem sei o nome ( só sei o clube que torcia... ) me ajudou muito no período de abstinência ( década de noventa...), a cada título do co-irmão lembrava daquela bandeira covardemente roubada, e aquilo me fortalecia, apesar de tudo mandar contra e só quem é Colorado mesmo e de fé sabe o que passamos... meu Coloradismo só ia se fortalecendo mais e mais, Felipões, Jardéis e Cacalos da vida... A toda "paulada" que levava e foram algumas, eu sempre lembrava da minha bandeira roubada, e a pessoa que fez isso tenha plena convicção de que naqueles 16 de agosto e 17 de dezembro do "sagrado" ano de 2006, ajudou muito para a conquista dos nossos memoráveis títulos, reforçando minha garra, raça, persistência e vontade de vencer, que foram forjadas naquele longínquo e tão querido ano de 1979, a bandeira roubada abriu o caminho para a felicidade, a convicção de ser torcedor desse clube maravilhoso, único, e tão querido... o nosso Inter, o velho Inter de Guerra, amor eterno... NADA VAI NOS SEPARAR.
Essa é a minha singela história marcante sobre o nosso amado Inter.
SAUDAÇÕES COLORADAS!!!!

COLUNISTA #8

Aprendi a ser colorado numa época de vacas magras sendo aquele que dentre os 20 em uma turma de colégio, era sempre o colorado motivo de chacota quando o assunto era futebol, afinal não era o único , entretanto, somente eu que ainda tinha a audácia de tentar discutir com os 'outros', usando como argumentos um gre-nal em que eu se quer sabia quem havia feito os gols, somente era o tal de gre-NAL do século.

Malditos argumentos gremistas! Mas também devo agradecer a eles, afinal o título tem muito mais sabor devido a soberba a que fui submetido, foram eles que me fizeram desabar em lágrimas,dentro da social lotada do gigante,quando o Fernandão levantou a taça da libertadores... só me vinha a cabeça naquele momento as chacotas e frases que me marcaram desde a minha mais remota infância do tipo: "tu nunca viu teu time ganhar nada guri!"

Lembrei-me da minha camiseta surrada da aplub, de quando chorei de raiva quando ‘eles’ foram campeões brasileiros em cima da portuguesa, de cada discussão com meus 'arqui-rivais', e naquele momento sublime como um filme compreendi o tamanho do meu amor por aquela camiseta vermelha, que eu ostentava com o maior orgulho do mundo.