quarta-feira, setembro 29, 2010

Estréia e derrota

Meu nome é Victor Wolffenbüttel, que resolvi abreviar para 'Wolff', porque ninguém gosta de trava línguas. Sou um dos novos colunistas do Blog Vermelho, graças ao concurso que o dono do blog Louis resolveu fazer. Agradeço a oportunidade de escrever no blog, e só posso dizer que sou colorado como todos os outros leitores desse blog, que leio a bastante tempo, um lugar onde sempre acontecem discussões interessantes sobre a situação do colorado. Certamente essa não será uma estreia tão boa quanto o primeiro disco do Oasis, mas aos poucos vou evoluindo junto as críticas que serão feitas pelos leitores.


E o feitiço se virou contra o feiticeiro. O Inter perdeu hoje com o mesmo atributo que ganhou em um jogasso contra o Corinthians, a bola parada. É ruim perder por causa da bola parada, eu pelo menos fiquei pensando que se o cobrador, no caso Marcos Assunção, não estivesse no jogo, o Inter não perderia.

Mas não ia ter jeito do Inter ganhar. Poderia não perder, mas nem se chovesse canivete o Inter venceria. Ao contrário do que uma imprensa esportiva (que só pode estar) embriagada fala, não dá pra dizer que o Inter tem um 'elenco incrível'. Quem inventou isso? O time titular colorado é excelentíssimo, mas o elenco não. Não existe chance de um elenco incrível ter um jogador como Wilson Mathias. Até um cara chamado Glaydson, esse nome que não pode ter vindo deste planeta, é melhor que ele.

E essa embriaguez não afeta somente a imprensa. Renan hoje conseguiu completar a lambança de domingo. Depois de sair socando qualquer coisa na entrada da pequena área, (provavelmente achou que tinha dinheiro dentro da bola pra ir atrás dela daquele jeito), hoje conseguiu entregar dois gols gêmeos de formas diferentes. Do meio da rua, dois chutes entraram no mesmo canto. No primeiro gol, o erro foi ter posto um jogador de 1,70cm na barreira sozinho. No segundo, recolheu os braços e entregou o gol.

A falta que alguns jogadores titulares fazem é incrível. O Inter realmente sentiu o peso de jogar sem Tinga, um Guiñazu com poder de raciocínio, que acabava organizando o meio campo. Também sentiu um jogador que chama o jogo, como D'Alessandro, que vem passeando partida após partida. É por isso que não se pode dizer que o Inter tem um elenco incrível. Não, nunca.

Não vou dizer que o Palmeiras não foi merecedor, afinal fez um belo jogo, mas não tem como ver aquele Inter sem sentir que os olhos estão sendo chicoteados. Depois do primeiro gol, dois passes certos em sequência ficaram mais raros que o nome Glaydson.

Outro que tinha alguma problema hoje  certamente foi Celso Roth, que se aproveitou de não aparecer na frente das câmera para tomar um Johnny Walker em alguma cadeira do estádio. Talvez outra explicação que não essa, seja a de que a companhia telefônica sabotou o Inter, Celso Roth não conseguiu falar com seu assistente e ele acabou tomando as rédeas do time. Não existe uma explicação racional para trocar os únicos dois meio-campistas do Inter (Andrézinho e Giuliano) por um volante e um garoto precisando fazer dois gols em 15 minutos (Glaydson e Marquinhos).

De qualquer jeito, por qualquer explicação, hoje não foi o dia. É sempre assim, o Inter faz extrema força para perder a chance de ser campeão. Ganha com sangue nos olhos no último minuto contra o antes líder do campeonato Corinthians e perde para o Palmeiras. Fora de casa, com desfalques importantes, etc etc, mas não quer dizer nada para um time que quer ser campeão brasileiro. A entrega tem que ser total e não é assim que o Inter vai conseguir ganhar.

O próximo jogo é contra o Guarani, que levou uma sacolada do Barueri, lanterna do campeonato. É hora de vencer, fazer saldo, convencer e cutucar os líderes. Agora, o Inter está incríveis 10 pontos atrás do Fluminense (com 1 jogo a menos). Enfileirar umas 3 ou 4 vitórias deve ser a meta. O que salvou a minha noite foi saber que agora está confirmado o show de Paul McCartney no Beira Rio. Aceito esmolas.