terça-feira, janeiro 12, 2010

O Andar da Carruagem

Clemer; Ceará, Bolívar, Eller e Rubens Cardoso; Edinho, Fabinho, Tinga (Jorge Wagner) e Michel (Gabiru); Iarley (Perdigão) e Fernandão.

Tem gente que estaria arrancando os cabelos dos dedinhos dos pés se esse fosse o time do Inter para a estréia da Libertadores. Pois foi justamente esse o time que começou empatando em 1 x 1 na Venezuela, em 2006, contra o Maracaibo.


Clemer; Ceará, Bolívar, Eller e Rubens Cardoso; Fabinho, Perdigão, Tinga (Gabiru) e Michel (Mossoró); Iarley (Jorge Wagner) e Fernandão.

Não mudou muito a formação inicial, só saiu o Edinho e entrou o Perdigão. Foi o time que fez 3 x 0 no Nacional, na segunda rodada.


Clemer, Ceará, Bolívar, Eller e Rubens Cardoso (Jorge Wagner); Edinho (Mossoró), Fabinho, Tinga e Michel (Rentería); Iarley e Fernandão.

O mesmo time titular da estréia, jogou contra o Pumas, no México, e venceu de virada, por 2 x 1. Justiça seja feita, o homem que mudou a história do jogo foi o Rentería. O Inter terminou o jogo praticamente no 4-2-4.


Clemer, Ceará, Bolívar, Eller e Rubens Cardoso; Fabinho, Perdigão (Mossoró) Tinga e Michel (Gabiru); Iarley (Rentería) e Fernandão.

A grande virada contra o Pumas: 3 x 2 no Beira-Rio. Um jogo inesquecível no qual o melhor em campo foi a torcida.


Clemer, Ceará, Bolívar, Eller e Rubens Cardoso; Fabinho, Tinga, Michel (Mossoró) e Gabiru; Iarley (Jorge Wagner) e Rentería (Sóbis).

Tchê, na boa, quando vi a ficha desse jogo cheguei a duvidar que fosse esse, mesmo, o time. Mas foi, e empatou com o Nacional no Parque Central.


Clemer; Granja, Bolívar, Eller e Jorge Wagner; Edinho Perdigão, Tinga (Iarley) e Gabiru (Michel); Sóbis (Rentería) e Fernandão.

A melhor escalação, a meu ver, em toda a primeira fase, mas até os 32 do 2° tempo, estava apenas 1 x 0, contra o Maracaibo, no Beira-Rio. Lembram quem fez o primeiro gol do Inter naquele jogo? Gabiru!


Clemer; Granja, Bolívar, Eller e Jorge Wagner; Edinho, Fabinho, Gabiru (Michel) e Alex (Ediglê), Fernandão e Sóbis (Rentería).

Time ofensivo ou faceiro? Virou pra cima do Nacional, no Uruguai com um golaço de falta do JW no último segundo do 1° tempo e aquele gol de placa do Rentería. E isso que acabamos o jogo com 9 jogadores em campo. Rentería e Ediglê foram expulsos.


Clemer, Granja, Bolívar, Eller e Jorge Wagner; Edinho, Fabinho, Alex (Perdigão) e Gabiru (Michel); Mossoró (Iarley) e Fernandão.

Péssimo jogo, ótimo resultado! A única coisa que prestou, naquela partida, foi a classificação para as quartas de final.


Marcelo Boeck; Granja, Bolívar, Eller e Jorge Wagner; Edinho, Fabinho, Perdigão (Ceará) e Alex (Rubens Cardoso); Michel e Fernandão (Rentería).

A única derrota daquela campanha foi com esse time, na altitude, contra a LDU. Isso foi em 10 de maio.

Depois disso, tivemos que esperar por quase dois meses e meio. Somente em 19 de julho voltaríamos a campo com uma escalação bem próxima daquela que temos como a titular do time campeão da Libertadores de 2006:

Clemer; Granja, Bolívar, Eller e Jorge Wagner; Edinho Fabinho, Tinga (Gabiru) e Alex (Perdigão), Sóbis (Rentería) e Fernandão.

Só que se engana quem acha que encontramos esse time na intertemporada no Costão do Santinho e, daí pra frente, tudo foram rosas (vermelhas, é claro). Acontece que o Tinga se lesionou e não jogou as semifinais contra o Libertad e, em ambos os jogos contra os paraguaios, atuamos com três zagueiros. Isso mesmo, assim como no jogo de volta contra o São Paulo, jogamos no 3-5-2.

Contra o Libertad, de diferente do time que jogou contra a LDU no Beira-Rio, Ceará entrou no lugar do Granja e Índio, em razão da saída do Tinga.

Na primeira partida das finais, Tinga voltou, permanecendo Ceará na direita. Na volta, sem Fabinho, Índio retornou à zaga.

O que pretendo com todo esse apanhado é pedir duas coisas à torcida colorada.

Primeiro: calma com o Fossati! O homem recém chegou, tem direito de fazer seus testes e dele não se pode exigir muito mais daquilo que podem render os jogadores que ele tem em mãos. Vejam que em 2006 o time mudou muito ao longo da competição. Foi se achando, se ajeitando, como as abóboras com o andar da carruagem.

Segundo: fé! Tem cada escalação do Inter na Libertadores em 2006 que hoje, olhando friamente, não dá pra acreditar que vencemos. Mas vencemos! Então não precisamos nos desesperar. Pelo contrário. Temos o dever de recriar no Beira-Rio aquele clima de jogos como contra o Puma, em que após sofrer 2 x o em casa, a torcida se inflamou e não deixou o time esmorecer em campo. O resultado ninguém pode garantir, mas o certo é que nós, torcedores, teremos a convicção de termos feito a nossa parte!

Não vejo a hora!