terça-feira, março 16, 2010

A Encomenda

Sempre que um parente ou conhecido anuncia que vai a Rivera, já sabe, leva junto uma listinha de encomendas para os amigos. A cerca de 500 km da capital gaúcha, visitas à fronteira com o Uruguai tem quase sempre como principal objetivo fazer compras nos free shops da cidade uruguaia. E opções não faltam!

Para as mulheres, os preferidos são quase sempre os cosméticos. É perfume, shampoo, condicionador para cabelo, creme para tudo quanto é parte do corpo (tudo mesmo!) e por aí vai! Para a gurizada, aparelhos eletrônicos: video games, iPhones, iPods, mp3, mp4, mp5, CDs, DVDs, Pen Drives, etc. E para nós outros, homens, bebidas: whisky, vinhos, espumantes, e tudo mais!

Quem fica, manda uma listinha com as suas encomendas. Quem vai, ainda pode aproveitar para comer uma boa parrilla acompanhada por aquelas cervejas de litro uruguaias que tanto apreciamos. É um belo programa.

O fato é que saindo de Porto Alegre ou de outras cidades do sul do Brasil, amanhã eu terei milhares de amigos partindo para Rivera. Alguns voltam na quinta à noite, outros, ficarão até o fim de semana. Vai ter lista de compras que não acaba mais na fronteira. Presentes para mulheres e filhos, parentes e amigos. Olha, o comércio da fronteira vai ferver!

Pois como eu terei que ficar na capital esta semana, não vou perder a oportunidade de mandar, também, minha listinha de encomendas. Mas não vou pedir que me tragam alpargatas uruguaias, tênis de marca ou roupas de grife. Também dispensarei alfajores, queijos e doce de leite. Igualmente, podem deixar as bebidas para outra oportunidade. Minha encomenda é outra: a liderança do grupo.

Então, em vez de apresentar uma lista de encomendas, vou sugerir um roteiro para encontrar o que eu peço.

Minha primeira sugestão é que o meu amigo Fossati, que estará em Rivera e pode me ajudar com a encomenda, experimente jogar com apenas dois zagueiros. Não tenho nada contra o 3-5-2, só que na prática, a adoção dessa formatação tática tem feito com que o Inter não tenha posse de bola na meia-cancha e, consequentemente, ela quase nunca chega ao ataque pelo chão. Basta relembrar o primeiro tempo do jogo contra o Emelec e todo o jogo contra o Deportivo Quito.

Portanto, já que as notícias dão conta de que o Bolívar ainda não voltará e que o Eller voltou a sentir dores após o jogo contra o Veranópolis, eu sugiro ao Fossati um time jogando com dois zagueiros contra o Cerro.

Outra sugestão que eu gostaria de fazer seria no sentido de se procurar na fronteira um novo companheiro de ataque para o Alecsandro. O Edu não marca saída de bola a contento, não desarma, não cria jogadas de ataque, não segura bola na frente, não conclui a gol e, por óbvio, muito menos faz gols. Em todo ano, acho que ele tem duas assistências para gol, uma no grenal e outra contra o Deportivo. Duas assistências acidentais!

Resumindo, minha sugestão de roteiro para o Fossati em Rivera é o seguinte:

Abbondanzieri (25);
Nei (15), Índio (3), Sorondo (14) e Kleber (6);
Sandro (8), Guiñzu (5), Giuliano (11) e D’Alessandro (10);
Taison (7) e Alecsandro (9).

Sei que estou sendo pretensioso ao sugerir escalação e formatação tática diferentes para o Inter. Mas como torcedor, observador e, na condição de quem tem um espaço para suscitar a discussão do melhor caminho para a vitória, não posso, simplesmente, me omitir.

No mais, quero desejar uma boa viajem a todos os colorados que irão a Rivera. Sugiro que não abusem da farra na ida, nem do whisky no dia do jogo. Guardem energias para os 90 minutos, pois nosso time precisará muito do apoio da torcida, independentemente da escalação ou do esquema de jogo.

Lembrem-se: pra mim, não precisa trazer muamba! Do Uruguai, eu só quero os 3 pontos!