quarta-feira, junho 08, 2011

Camisa e substitutos

Já fazia algum tempinho que não passávamos uma semana com uma vitória. Não foi a melhor vitória que nós poderíamos ter tido e não significa que o time está perfeito. Mas são 3 pontos contra um time fraco. E melhor, fora porém dentro de casa.

O próximo é mais difícil, contra o Palmeiras. Eu nem sei qual é a situação do Palmeiras, na verdade. Mas time grande sempre tem a camisa jogando ao seu lado. Perguntem pro Peñarol. Ganhou da gente. Até do Vélez, o favorito, com aquele elenco bem mais ou menos. E a camisa pesando 500kg.

Se bem que geralmente nós nos damos mal contra a falta da camisa. Então talvez possamos nos dar bem. E a longo prazo, também podemos nos dar bem. Mas só se o Falcão fizer uma coisa: tentar adaptar um time ao elenco, e não o elenco a um time. Ele quer fazer um Barcelona sul americano. Calmo, compacto, com passes precisos, curtos e rápidos. Que nunca perde a bola. Isso até pode acontecer com muito treino...

Mas veste a camiseta catalã o melhor jogador do mundo. Que é capaz de dominar a bola e driblar 6. E no Inter, quem tem esse potencial? Não temos um velocista. Assim, sobra um time que só toca e não marca gols.

Bom, pelo menos no último jogo nós conseguimos ganhar marcando quatro gols. Era contra o América. Mas gols são gols, né? E dá-se um bom crédito por alguns fatores, claras mudanças: a entrada do Oscar no time (a torcida as vezes é ouvida) e a boa fase de Zé Roberto. D'Alessandro jogou também. Talvez por aquilo que alguns torcedores já vinham dizendo (uns mais observadores) faz anos: D'Ale não tem capacidade de levar um time nas costas. Ele precisa dividir o peso.

E se ficarmos com esse time, mais a entrada de alguém no lugar do Renan (Muriel? Outra sugestão?), alguém no lugar do Nei (tragam o Ceará de volta, esse sou eu gritando enquanto sonho) e Damião no lugar do Cavenaghi? Alguém vê um time capaz de levantar o caneco nacional? Sugiro ao Louis, que, caso surjam nomes substitutos, que disputem uma enquete. As vezes gritando muito podemos ser ouvidos.