Foto: Diego Guichard
Pra dizer a verdade, eu até compreenderia essa impaciência se estivéssemos numa circunstância muito específica: digamos que nosso time estivesse "redondo", com um grupo trabalhando junto há 1 ano e meio ou 2 anos, com a mesma comissão técnica, como no caso do Barça, só pra exemplificar. Se, então, nesse time, precisássemos testar um novo jogador e ele entrasse e em 4 ou 5 jogos não mostrasse nada de especial e, até, atrapalhasse o time, aí sim. Concordo que, nesse caso, teríamos toda a razão para pelo menos colocar o rapaz em trabalho especial ou até seria caso de venda mesmo.
Só assim, poderíamos saber se as más atuações do rapaz são por culpa exclusiva dele, seja por ruindade ou por insegurança, ou se tem mais a ver com falhas da equipe, por estar mal treinada, desequilibrada ou sem entrosamento. Posso estar errado, mas essa descrição para mim bate exatamente com a equipe atual titular do Inter. Vejo um time muito longe do ideal, para que permita qualquer julgamento definitivo sobre um ou outro jogador. Lembro até de que já defendi o Nei aqui no blog e hoje o vemos jogando uma bola suficiente para manter a posição. E quanto tempo ele teve pra melhorar seu jogo? Umas "duzentas" partidas. Então, pessoal, calma.
É provável que não cheguemos muito longe nesse campeonato. Temos chance, não há dúvidas, ainda mais mantendo essa linha de trabalho, colocando os jovens, tendo estabilidade na comissão e dando tempo pra eles. Mas, como o campeonato está no terço final, talvez não dê tempo desse trabalho render os frutos. Mas digamos que cheguemos à libertadores. Esse time aí estaria em formação e chegaria "nos cascos" para o ano que vem. Eu me recuso a acreditar que jogadores que se destacam na base sejam, em princípio, incapazes de vencer nos profissionais. Mas o cara tem que ter tempo de ganhar confiança e experiência. Poxa, o Taison está aí para lembrar qualquer um, de como a confiança e o esquema tático podem derrubar (ou levantar) um jogador.
Portanto, calma, calma, calma. Delatorre não está arrebentando e nem mesmo Oscar. Mas vamos dar tempo aos moleques. Vamos incentivar e cobrar que outros também tenham chance, como João Paulo, Fabrício, etc., mas desde que isso seja feito com sabedoria, dando tempo para treinar e entrosar. Se seguirmos o processo de renovação, dermos tempo à comissão e continuarmos na vigília, para que os medalhões não voltem, podemos chegar sim no ano que vem com um baita time. Mas, pra isso, é preciso que plantemos as sementes e que saibamos esperar, sem queimar nossas "pedrinhas brutas", mas possivelmente valiosas.