quarta-feira, setembro 07, 2011

Imprensa e 2006

Inter x América MG acabou de terminar. 4x2, incríveis seis gols no primeiro tempo. O segundo tempo foi só paulera. Desse jogo, dá para tirar um resumo bem básico sobre o Inter atual: excelente ataque e uma defesa de merda. O problema não são só os zagueiros, mas também as laterais. Foram dois gols em cruzamento. Apesar disso, Kleber jogou muito bem no ataque. O time inteiro jogou bem no ataque.

Pelo visto, estamos indo pela estratégia 'o ataque é a melhor defesa', e marcamos muitos gols para compensar os sofridos. Mas isso mal deu certo contra o América, lanterna do campeonato. Contra o Santos, deu errado. Agora, Dorival precisa trabalhar pra manter o ataque essa maravilha e entrosar a defesa. Nenhum desses comentários é mais que óbvio. Por isso que eu não tinha como objetivo usar o jogo de hoje como assunto principal.

Eu queria comentar sobre a situação do Bolívar e a imprensa. Ah, a imprensa. Fica cada vez mais difícil de aguentá-la. O jornalismo esportivo se mostra cada vez mais o mais babaca de todos. Por que? Porque é muito jornalismo para pouco assunto. O futebol não precisa de 20 notícias por dia, programas inteiros dedicados à ele e coisa assim. Imagina, eu falo de futebol, o esporte mais popular no Brasil. Imagina então os outros.

Justamente por não precisar de tudo isso é que as coisas acabam degringolando. Existem programas inteiros só para falar de futebol. É muita pauta. Todo o dia inventam-se coisas e mais coisas sobre jogadores, técnicos, diretorias, picuinhas entre tudo isso e mais um pouco. Mil mal entendidos são feitos e nós ficamos como baratas tontas.

Outra coisa sobre o Bolívar: parem de reciclar 2006. Fazem 5 anos que esse ano passou. Parem de reviver jogadores desse tempo, acreditar em coisas daquele tempo. Acredito que a maioria dos leitores do blog deve ter lido a entrevista com o Roberto Siegmann, excelente por sinal. Em um momento, ele fala sobre ter um "medo reverencial" em relação ao Fernando Carvalho. O FC já passou. Bolívar, Tinga, Fernandão e etc. também já passaram.

Deixem o legado desses jogadores intactos. É triste ver ídolos acabarem detonados, vaiados, a torcida implorando por sua saída, sua historia manchada. Pronto, é isso.