segunda-feira, setembro 12, 2011

PAL X INT

Olha só que coincidência. Ontem enquanto zapeava canais da TV a cabo, lá pelo meio dia, passei pela Sportv e mostrava nos eventos da seqüência o título desta coluna: PAL X INT. Pensei naquele momento, vai passar no 39 o jogo do Inter. Não é que se tratava de Palermo e Inter de Milão? Menos mal que na TV aberta o legítimo passou.

Mas isso não tem nada a ver com o resto do texto. Não deu pra achar uma conexão. Aquela coisa, sabe, de ligar eventos fortuitos com a crônica e fazer com que fatos pitorescos tornem-se pano de fundo para alguma mensagem subliminar. Foi apenas um PAL X INT que não era Palmeiras e Inter. Além disso, como eu conseguiria ligar um curioso e insignificante acaso com os pragmáticos três gols de Damião?

Não sei o que é mais repetitivo, o equilíbrio do Campeonato Brasileiro ou Leandro Damião é o melhor centroavante do Brasil.

Ambas as colocações são boas e ruins pro Inter. O bom da disputa acirrada na tabela é que segue tudo aberto. O ruim é que nessa estamos estagnados na sétima colocação. Embora dessa vez eu faça um comentário positivo, a diferença pro líder diminuiu três pontos, ou seja, uma partida. Quanto ao nosso mais do que enfático matador em grande fase, o único senão é que estamos dependentes de Damigol. E se isso é ruim? Olha, aparentemente não. Mas, dizem as famílias, é assim que começa.

Logo vem um comentarista, nada demais, tipo Maurício Saraiva. Depois Wianey Carlet, Hiltor Mombach, Nando Gross, Luiz Carlos Reche, todos aparentemente abstêmios. Mano Menezes já demonstrou sinais. Então começam as doses mais fortes, Ledio Carmona, André Rizek, Renato Maurício Prado. Aí vem a freqüência e começa a escancarar. Milton Leite – que beleza! Depois Galvão Bueno, tela do Plim Plim e já era. É crack. Não tem volta. Certamente haverá um estágio enganação, mentir pra si mesmo, quando a gente acredita que “isso não acontece comigo”:
- Curte Damião?
- Eu?
- Sim, tu!
- Eu... Bem, socialmente apenas.

Nesse momento Claudio Cabral irá anunciar em rede nacional que é absolutamente dependente de Leandro Damião. Estaremos no mais irreversível estágio. Será com certeza fulminante. E quando for jogar na Europa, deixando uma nação em profunda crise de abstinência, só restará a RBS lançar uma campanha comovente junto aos clubes de futebol do Rio Grande do Sul: craque, nem pensar!

Pois é, caros amigos, deixemo-nos levar pela psicodélica experiência provocada por este Santo Daime de chuteiras. Afinal de contas é colorado e desse vício, ninguém mais do que a gente entende.