terça-feira, setembro 27, 2011

Escurinho 1950-2011

EDIT: Minha opinião é que hoje no jogo da seleção o Inter deveria enviar 4 camisas do Escurinho para os jogadores do Inter convocados carregarem elas em campo e se encontrarem lá no meio campo e mostrarem a camisa dele para o Mundo. Seria uma bela homenagem de atletas do Inter para um idolo Colorado. Vamos Inter, agiliza isso immediatamente. (Alem disso 1 minuto de silêncio é obrigatorio). O Inter não pode deixar isso passar em branco hoje em Belem.







Nõ deixam de assistir esse video do Escurinho cantando sobre o Inter.

RIP

Títulos
Campeonato Gaúcho 1970-71-72-73-74-75-76 - Internacional
Campeonato Brasileiro 1975 - Internacional
Campeonato Brasileiro 1976 - Internacional
Campeonato Equatoriano 1981 - Barcelo Guayaquil

Escurinho, de cabeça, era gol certo (matéria reproduzida da Revista do Inter nº 23)

Escurinho costumava entrar e decidir as partidas no lendário time dos anos 70

O primeiro jogo da decisão do Campeonato Gaúcho de 1975 estava complicado para o Inter. O Grêmio vencia o clássico por 1 a 0 no Estádio Olímpico e sua torcida cantava eufórica com a vitória parcial. Foi quando o técnico Rubens Minelli chamou Escurinho para entrar.

O ex-jogador até hoje lembra do silêncio que tomou conta da torcida gremista quando ele se encaminhava à mesa para assinar a súmula. A torcida adversária parecia prever o gol de cabeça do meia, marcado as 45min do segundo tempo, que empatou a partida e levou a decisão para o Beira-Rio, onde o Inter venceu e conquistou o sétimo título estadual consecutivo.

Essa foi só mais uma das partidas decididas por Escurinho nos anos 70. O jogador era um reserva de luxo da equipe bicampeã brasileira em 1975/76 e costumava marcar gols importantes em jogos decisivos.

A ligação de Escurinho com o Inter vem desde sua infância. O jogador era um torcedor fanático e lembra até hoje das visitas que fazia ao terreno onde foi construído o Beira-Rio, na década de 60.

A formação de Escurinho como jogador foi toda feita no Inter. Com 11 anos, ele começou sua trajetória nas categorias de base do clube. Sua chegada à equipe profissional aconteceu em 1970, depois de Escurinho marcar 59 gols no Campeonato Gaúcho de juvenis do ano anterior.

O início foi difícil. O meia lembra que garantir espaço na equipe era tarefa árdua e ele acabou sendo emprestado para clubes do interior gaúcho, voltando a seu clube de coração em 1972 para participar de campanhas vitoriosas em campeonatos regionais. Em 1974, foi titular absoluto da equipe que conquistou o hexacampeonato estadual.

No ano seguinte, o Inter realizou uma excursão pela Europa para a disputa de amistosos. Escurinho não viajou por não ter renovado seu contrato antes da viagem. Durante a excursão, destacou-se o poder de marcação e o vigor físico de Caçapava e Escurinho passou a exercer a função que definiu como “comandante do banco”.

Na campanha do bicampeonato nacional, sempre que o técnico Rubens Minelli precisava de uma alternativa mais ofensiva, recorria a Escurinho. O jogador entrava e levava perigo no jogo aéreo, sua especialidade desde as categorias de base. Além de marcar gols, o meia participou de um dos lances inesquecíveis da história colorada, quando fez uma tabela de cabeça com Falcão que iniciou no meio-campo e terminou com a conclusão do camisa 5 já dentro da área do Atlético-MG, adversário naquela semifinal do Brasileiro de 1976.

Escurinho deixou o Inter em 1978 e rodou por clubes brasileiros e sul-americanos antes de se aposentar em 1986. Sua ligação com o Inter, porém, nunca terminou. Até hoje o ex-jogador é um torcedor fervoroso e conta com orgulho que o ex-presidente Fernando Carvalho declarou várias vezes que vibrava com os gols de Escurinho nos anos 70.
No primeiro encontro entre os dois após a conquista do título mundial, o antigo ídolo colorado retribuiu ao dirigente, afirmando: “se eu lhe dei alegrias quando o senhor era criança, o senhor fez um homem de 58 anos chorar.”