sábado, maio 16, 2009

Medo

A maior crítica que se ouve ultimamente ao técnico do Inter é que ele tem medo de ganhar. Confesso que de certa forma, acabo concordando com esta afirmação. Aja visto que ele não tem culhão pra jogar no Maracanã como joga no Beira-rio. Ele não tem peito de enfrentar os reservas do Corinthians fora de casa como se estivesse jogando no Gigante. Isso não parece sinal de que ele tem medo de perder?

Porém não acredito que ele seja o único cagão da história. Inclusive, acho que esta é a maior característica de quem critica o técnico do Inter. Quem, até domingo passado, estava confiante no “Rolo Compressor” e agora está cheio de dúvidas é porque também tem medo de perder. É aquela história: não quer ficar eufórico, porque a decepção será maior depois. Na verdade, é medo da frustração.

Quantas pessoas deixaram de curtir as horas que antecederam a decisão contra o Barcelona, porque acharam que o Inter não ia ganhar? Quantos deixaram de ir ao Morumbi, porque não acreditaram que venceríamos o São Paulo? Quantos não estavam com medo de que perderíamos na Bombonera ano passado, como havia acontecido anteriormente? Estes que deixaram a confiança de lado, em uma semana, estão todos com medo de que o Inter não seja o time dos sonhos, até então imaginado.

Mais do que isto. Acho que o medo é o que caracteriza o trio corneta (e seus mais novos adeptos). Ficam dizendo que não vai dar certo, que tudo está errado, que assim não dá, e sei lá mais o que, porque, se não ganhar, vão poder dizer: “Eu sabia”.

Eu não estou com medo. Eu estou com a mesma confiança que estava na final do gauchão. Escrevi aqui no sábado antes do jogo contra o Caxias que, independente de como jogássemos, venceríamos o campeonato no dia seguinte. Alguns, os prudentes (ou medrosos), disseram que era melhor esperar pra ver o que ia acontecer. De novo, estou aqui para dizer que vamos passar pelo Flamengo, porque temos mais time, temos mais grupo, temos mais craques e, acima de tudo, porque vamos jogar no Gigante, onde não podemos ter medo de ninguém.