terça-feira, julho 19, 2011

A responsabilidade é minha

Eu não contratei Edu, Ilan e Kléber Pereira, tampouco Jorge Fossati ou Celso Roth. Eu não escolhi Roberto Siegmann como Vice de Futebol, tampouco fiz campanha pra Giovanni Luigi ser eleito Presidente do Inter. Ah, e claro, também não demiti o Falcão. Mas a responsabilidade é minha.

Eu sou sócio desde 2004, me associei a um Movimento Político e fiz campanha para uma chapa para o Conselho em 2008. Ajudei a eleger 23 Conselheiros. Em 2010, meu Movimento se coligou com outros dois e me elegi juntamente com outros 38 Conselheiros. Mas no primeiro turno, meu candidato não passou no Conselho. Então tive que votar em alguém para Presidente, Luigi ou Affatato.

Eu até posso vir aqui e acusar Fernando Carvalho de ser adorador do demônio. Posso imputar a ele a responsabilidade de todos os males que o Inter sofrenestes dias. Posso culpá-lo por Roth, Luigi e Siegmann. Posso aderir às campanhas do tweeter de #foraluigi ou incentivar que os sócios colorados deixem de pagar suas mensalidades em dia. É uma opção que, na verdade, se caracteriza como a maior das omissões. Não, não farei isso!

Prefiro agir. Prefiro olhar para a parcela de responsabilidade que me toca. Não por ser Conselheiro, não por ser sócio, mas por aquilo que nasceu antes disso e que foi a origem te todas essas condições posteriores: meu amor incondicional pelo clube.

Meu candidato a Presidente não foi para o segundo turno em 2010, mas o Plano de Gestão que ajudei a redigir foi entregue aos candidatos que lá chegaram. não compus as Chapas de Luigi e Affatato, mas tive a oportunidade de falar com eles ainda antes do pleito. Não faço parte da gestão atual, mas tenho meios para conversar com o Presidente e os seus assessores. Pois é exatamente isso que farei.

Agora, mais que nunca, exercerei minha condição de colorado! Neste momento de crise institucional, não me omitirei, ainda que venha a ser taxado de oportunista ou de exibicionista. Não vou oferecer apoio político muito menos pedir qualquer espaço na gestão. Não é meu compromisso político sequer pretensão pessoal. Tenho meus compromissos profissionais e uma vida privada que não abrem espaço para essas hipóteses. Mas vou em busca de informações e exercer literalmente aquilo para o que fui eleito: Conselheiro. Quero levar ao Presidente um pouco de tudo aquilo que colhi dos tantos amigos colorados que eu represento e que, assim como eu, não querem se omitir neste momento.

Há uma oportunidade diante de nós. Há a possibilidade de reestruturação efetiva do Departamento de Futebol. Há espaço para a contratação de profissionais que reorganizarão grupo de jogadores e reestabelecerão a ordem hierárquica no clube, onde o sócio elege o seu mandatário, que escolhe o comando do futebol, que contrata os profissionais da área, que montam o time, que entra em campo, joga e honra a história vencedora do clube.

Ou também podemos dar alguns passos atrás e voltar a funcionar como um feudo, com um senhor feudal, a nobreza, os servos e os vassalos.

Está na mão do Presidente, mas não vou me omitir em aconselhá-lo, com a minha independência política, com meu dever de sócio e com meu sentimento de torcedor. Não vou me omitir. Enquanto torcedor colorado, a responsabilidade é minha!