quarta-feira, fevereiro 09, 2011

Celso e argentinos

Tragam o Viagra. É impossível acompanhar um time que não joga ofensivamente desde o fim da Libertadores. Todos os colorados sabiam que tinha alguma coisa muito errada com o time desde quando um dos caras com cabelo e nome engraçado do Mazembe fez o segundo gol e sepultou o Inter. Mas perder pro Veranópolis foi a goda d'água.

Veranópolis. De virada. Um time que em sete jogos tem oito jogadores expulsos. Como? Acho que o Roth foi acompanhar o jogo da arquibancada, como secador e corneteiro. Era o melhor jeito dele poder reclamar sem fazer nada. Aliás, acredito em dobro nisso, porque incrivelmente em uma semana ele conseguiu xingar dois jogadores.

O primeiro, Alex, um garoto que veio do Fluminense e aparentemente 'não é o jogador que precisamos'. Agora, Cavenaghi, que 'não tem a velocidade que gostaríamos'. E eu, inocentemente, imaginando que ele era técnico, e que o técnico tem o objetivo de organizar o time e principalmente incentivar, colocar fogo nos jogadores. Mas o Celso é fominha, quer roubar o papel da social e deixar de fazer o dele.

Foi a gota d'água, o golpe final. Se antes tomar uma situação mais enérgica era precipitado, agora já está mais que certa. Algo pode dar muito errado nesse jogo contra o Omelete caso as coisas continuem assim. É o melhor tempo de trocar o técnico, a Libertadores ainda não começou. Depois vai ser tarde demais. Só por favor não tragam o PC Gusmão.

Certo, depois de quatro parágrafos reclamando, queria falar sobre o Bolatti. Nada contra. Parece ser mais uma das boas sacadas da nova direção, mas é problemático ter quatro estrangeiros. No brasileirão, eu digo. Como vai funcionar? Quem vocês acham que vai sobrar? Seria um sinal de que D'Ale ou Guiñazu vão sair?

Os dois novos ainda não estão 100%. Isso ainda dá um tempo para analisar como o time vai ficar e montar um esquema usando três deles. Mas depois disso, com os quatro voando, a coisa vai apertar.

E mais, um apelo final: vamos parar de encher a bola dos novos jogadores. É muito difícil de fazer isso, eu estou em extâse. No papel o time é um dos melhores do Brasil. Mas no papel a seleção de 2006 teria engolido a Copa. Não foi bem assim. É bom fazer os jogadores se sentirem em casa, mas deve ter uma dosagem para saber até onde isso vai. Depois de um tempo isso vira soberba. Como 'tá tudo bem eu não ter feito aquele gol sem goleiro, a torcida me ama. Viram eles cantando o meu nome? No aeroporto?'.