quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Ontens e hoje

Acabamos de passar por essa que é a primeira pior semana do ano. Empate com o Emelec, em um exemplo de auto-sabotagem que vai para qualquer documentário sobre Celso Roth. Bollati vinha fazendo uma estréia sensacional, consolidando-se no time titular sem nenhum ‘mas’ e Damião atacou em 90% das chances do Inter, até agora sendo o melhor atacante do elenco. Mas logo depois de coroar sua estréia, Bolatti sai e entra Rodrigo (para mim, membro de algum plano secreto gremista) e então o Inter recua, em um momento que lembra os elefantes com medo dos ratos.

Então pulando alguns dias, o número de mães xingadas é duplicado após o Inter ser desclassificado do Gauchão com o time B. Felizmente ele acabou e alguns sanguessugas foram embora. Vale lembrar que do elenco principal só 3 se foram até agora. Temos que cobrar para que o Inter se desfaça de mais deles. No B, foram uns tantos. Podem ir todos, para mim o único naquele elenco que se salva ainda é o Ricardo Goulart. E nesse mesmo domingo, Rodrigo machuca D’Alessandro e o argentino se afasta do time por 10 dias. Eu disse que ele era de algum plano secreto gremista.

Então, no dia seguinte, movimentações em todo o estado pedem a saída de Celso Roth. Já me expressei em algum outro post. Se ele não sair até o fim dos grupos, pode esquecer. Será tarde demais. Não tem Copa esse ano (e se nossa sina for ganhar em ano de Copa?). Se bem que primeiro precisamos passar da fase de grupos para falar sobre isso.

Agora, para essa noite, estou tentando acreditar firmemente que algo vai ser feito. Primeiro que, em nenhum momento do jogo, o Inter deve ter três volantes. Nenhum. É a estréia em casa e menos de 3x0 é derrota contra o time fraquíssimo que é o Jaguares. Apesar disso, duvido muito que Celso Roth seja demitido. A menos que aconteça um desastre.

Segundo, algo deve ser feito em relação aos zagueiros. O Inter sofre gols em praticamente todos os jogos. Muito devido as laterais: Nei, um corredor maluco e Kleber, o jogador robótico. Nenhum deles sabe marcar. Na verdade, Nei não tem nenhuma qualidade e o Kleber, se não fosse o melhor alçador de bolas desde Ceará, provavelmente seria reserva do Bangu. O time vem com uns experimentos, a princípio. Guiñazu vai pro meio. Eu estava pronto para redigir um texto sobre essa imbecilidade, mas eu nunca vi isso acontecer de verdade e acho que seria imprudente.

É uma noite de decisões. A minha súplica é de que se jogue futebol. Sem retranca. Dois meias dando suporte ao ataque e dois atacantes. Volantes que desarmem e puxem o contra-ataque e zagueiros que arranquem pernas fora. Se o Inter vencesse a Libertadores dessa forma, não me incomodaria.