quarta-feira, agosto 18, 2010

O orgulho de ser colorado já nos faz vencedores

O futebol é sem sombra de dúvidas o esporte mais injusto que existe.

Muitas são as variáveis que compõem e acabam por influenciar o resultado de uma partida de futebol

O emocional, o físico, o técnico e o tático de cada atleta, de um todo de 11 jogadores, em um total de 90 minutos são os componentes que acrescentam a imprevisibilidade e a injustiça que fazem com que o futebol seja tão cativante e tão arrebatador.

Arremates na trave, posse de bola, impedimentos, dribles, faltas, velocidade da grama e formato da “Jabulani da vez” são variáveis que apimentam mas não decidem o vencedor de uma partida.

Quantos não foram os jogos onde a disparidade técnica gritante entre as equipes não foi determinante para a resolução do vencedor?

Basta lembrar de um dos milhares de jogos onde a equipe que passa os 90 minutos inteiros se defendendo “acha” um gol fortuito num lance ocasional e pronto: 1 a 0. Zebra!

Planejamento de anos inteiros são colocados a prova em um frango de um goleiro, em um chute despretensioso que se torna indefensável ou até mesmo uma expulsão inconsequente.

Taças mudam de mãos em um impedimento não marcado, em uma lampejo de rara felicidade de um jogador perseguido pela torcida (abraços Gabiru!) ou mesmo de uma atuação impecável de um goleiro ou de um atacante.

Cada lance tem significado intrínseco, mesmo que apenas os gols determinem os vencedores.

Mas o futebol não é injusto apenas porque nem sempre a melhor equipe vença.

A maior injustiça do futebol é o extremismo de resultados.

Ao vencedor, tudo, ao perdedor, nada.

Não há frase que ilustre melhor o sentimento do torcedor derrotado que esta:
“O segundo colocado é o primeiro perdedor”.

Entendo que o torcedor é passional.

E sei o quanto representa estar tão próximo de uma conquista e ver a mesma escorrer pelas mãos.

Não quero ser cabo eleitoral nem fazer propaganda política de A nem B.

Antes de mais nada, não sou filiado a movimento político nenhum.

Se este texto parece uma crítica ao passionalismo, não é.

Eu mesmo vou do céu ao inferno com a paixão que nutro por este clube em questão de segundos.

Mas quando você relativiza os insucessos, e analisa o contexto, apercebe-se o quão especial tem sido esses últimos anos do colorado.

Voltamos a ser respeitados, voltamos a ser postulantes aos títulos e não coadjuvantes.

Evidentemente houveram erros que nos impediram de repetir nos últimos anos os êxitos de 2006. Alguns deles, inclusive, reincidentes.

Faz parte do jogo!

Dentre os 5 a 8 clubes realmente de elite no Brasil, apenas um pode ser campeão nacional.

E basta lembrar que recentemente, clube algum repetiu nossas façanhas internacionais.

Somos passionais e os fracassos acabam por apagar os êxitos e os acertos.

O futebol não tem memória, vive constantemente de resultados.

E tudo muda muito rápido, é dinâmico demais.

E assim, hoje, podemos começar a reescrever a mesma bela história de 4 anos atrás.

E eu acredito piamente no título.

Independente da justiça do futebol e do resultado das finais, contextualmente somos vencedores.

Fernando Carvalho e sua trupe, mentores do movimento e da política de administração responsável pela retomada do clube à sua devida grandeza, merecem os devidos reconhecimentos.

Vejo a ânsia e a expectativa em cada semblante colorado de tingir a América de vermelho. E quiçá o mundo.

De novo.

E outra vez.

E infindáveis vezes.

Porque somos colorados.

E o orgulho de ser colorado quase não cabe nesse peito e nesse coração que hoje bate em ritmo alucinado.

Rumo ao bi!

O orgulho de ser colorado já nos faz vencedores!