quarta-feira, agosto 11, 2010

Uma nova era ?!?!

O findo ano de 2006 não significou apenas o ano das maiores conquistas coloradas.

Foi o ano da mudança de patamar, ingressando no seleto rol de clubes campeões continentais e mundiais, mas também foi o divisor de águas da retomada de clube forte, organizado, bem administrado e principalmente de chegada.

A história não precisa ser recontada para lembrarmos os erros. Muito menos os acertos.


Equívocos fazem parte.

Inclusive alguns foram repetidos a exaustão, o que sem dúvida acabou por indignar muitos colorados, dentre eles este que vos escreve.

Mas é inegável que está sendo uma década condizente com a grandeza do clube.

Salvo o ano de deslumbramento de 2007, onde houve um erro crasso de avaliação do grupo recém campeão do mundo, não entramos mais em competições como meros coadjuvantes, e sim como reais postulantes ao título.

O Colorado voltou a ser respeitado. E temido.

O Inter, segundos estudos recentes vem nos últimos anos sempre nas três primeiras posições do ranking nacional em faturamento.

Investimentos maciços tem sido realizados, tanto no futebol, através de jogadores de prestígio e de renome, quanto na estrutura.

O quadro social cresceu exponencialmente, atingindo visibilidade mundial.

O marketing teve um saldo gigantesco e o espaço ocupado pelo clube na mídia atingiu proporções outrora desconhecidas.

O clube voltou a ser grande.

Não venho com o intuito de dizer que tudo foi um mar de rosas, e que a relação clube x torcida não teve desgastes.

Muitos esperavam ainda mais do Sport Club Internacional.


É normal, o torcedor colorado é sedento de títulos, de conquistas.

Talvez fruto das minguadas décadas passadas, vejo uma ânsia inesgotável em cada semblante colorado em sempre querer e lutar por ser mais.

E isso, meu amigo, é o combustível que move um clube a ser e manter sua grandeza.

2010 pode marcar uma nova era no clube.

Uma era de afirmação.

Prova de que 2006 não foi obra do acaso ou um acontecimento singular numa história centenária.

Engana-se quem pensa que o jogo de hoje trata-se de apenas mais 90 minutos na história secular deste clube.

Hoje, na longínqua cidade de Guadalajara, luta-se pela supremacia continental, pela vaga na próxima libertadores e na próxima Recopa.

Mas, também luta-se pela retomada do crescimento, pela adesão de novos sócios e conquista de novos torcedores e pela consolidação da imagem de clube temido e respeitado, que sempre disputa títulos.

Estima-se, diretamente, que apenas pelo fato de o clube estar na final da libertadores e no mundial, cerca de R$ 9 milhões devem entrar no cofre colorado.

Indiretamente, então, as possibilidades se multiplicam.

Uma nova conquista não irá apenas saciar (momentaneamente) o mais voraz apetite de taças de cada colorado, mas também irá multiplicar as possibilidades de captação de recursos e exposição do clube.

Enfim, 90 minutos que podem começar o início de uma nova era, um novo patamar, onde a Libertadores faz parte do calendário anual.

Começa hoje.

Sem desrespeitar o Chivas, que com certeza será uma parada duríssima, lutaremos a morrer.

Nada menos que a taça irá nos satisfazer.

Não queremos nada menos que a América.

E quiçá, o mundo.