terça-feira, junho 02, 2009

É Relativo

A partida de amanhã é aguardado com grande expectativa por todos nós, colorados. Cada um imagina as mais variadas situações de jogo. Torcemos pela concretização de hipóteses desejáveis. Nos preocupamos sobre como o time reagirá em caso de eventuais adversidades. Enfim, é um jogo antecedido por grande ansiedade por parte da torcida, que espera qualquer resultado, desde que se obtenha a classificação.

Por certo, não deve ser diferente a postura da direção. Seguramente, estão todos fazendo projeções, analisando variáveis, debatendo hipóteses e estudando alternativas de ação. Previdentes que são, nem sei se dormirão muito esta noite, tamanha é a atenção e cautela que o clube vem demonstrando com essa competição.

Diante desse contexto, creio que os jogadores e a comissão técnica devem estar especialmente concentrados para o jogo. Como se trata de um grupo experiente e confiante, acredito que nossos jogadores estarão mais tranquilos que torcedores e dirigentes. Aliás, espero que estejam mesmo, pois a ansiedade pode tirar o foco e isso não deve ocorrer em hipótese alguma.

O interessante é que o mesmo jogo, contra o mesmo adversário, no mesmo local, seria encarado de maneira totalmente diferente, caso fosse uma partida pelo Campeonato Brasileiro. A torcida exigiria inapelavelmente uma vitória do líder contra o lanterna. Contudo, talvez nem se exigisse time titular. A meta da direção certamente seria a mesma, haja vista que recentemente Fernando Carvalho disse que o segredo para ganhar o Brasileirão é fazer seis pontos contra os times da parte de baixo da tabela. E assim, os jogadores, naturalmente, também entrariam em campo pensando apenas em vencer.

Algo parecido com o que acabei de expor poderá se evidenciar no jogo do próximo fim de semana. Contra o Cruzeiro, no Mineirão, alguns titulares poderão ser poupados com o aval da direção e apoio de parcela da torcida. Por certo que ninguém se contentará com uma derrota, mas talvez o empate satisfaça a muitos. Isso, é claro, porque somos líderes e pelas boas perspectivas na Copa do Brasil. Aliás, se o jogo contra o Cruzeiro fosse de ida, pelo referido torneio, muita gente se contentaria até mesmo com uma derrota por um gol de diferença, marcando gols fora de casa.

Assim é o futebol, com suas variáveis objetivas e subjetivas. Dependendo das circunstâncias, até uma derrota serve. Amanhã, no Couto Pereira, contra o lanterna do Brasileirão, derrota por um gol de diferença é suficiente para que se atinja o objetivo, mas nenhum titular deve ser poupado. Já no domingo, derrota nenhuma serve, mas quase ninguém verá problemas em se preservar determinados titulares, ainda que num jogo fora de casa contra um dos possíveis concorrentes ao título maior do futebol nacional.

No futebol, assim como na vida, quase tudo é relativo. Talvez por isso seja um esporte tão emocionante! Emoção, aliás, certamente não nos faltará em mais esta semana. Que role a bola!