quarta-feira, julho 22, 2009

Antigos adversários - Americano




Este clube foi fundado em 4 de julho de 1912, por iniciativa de Jacinto Losano, João Ray, Bernardo Serrano, Erwin Siegmann, João Siegmann, Paulo Manchon, Manoel Manchon, André Ibañez, Reynaldo Preuss, Honório Ouriques e Napoleão Salatino, com a denominação de Hispano-Americano (ou Hespan-Americano, como aparece no Correio do Povo, logo após à fundação). Mas rapidamente seu nome mudaria Americano, apenas.

Em 1914, após a cisão ocorrida em 1913, o Americano foi convidado, juntamente com o Cruzeiro, a ingressar na Liga de Foot-Ball Porto Alegrense. Em julho, o Americano e o Frisch Auf romperam com a Liga e, junto ao Grêmio e Fussball, organizavam a Associação de Foot-Ball Porto Alegrense. Em 1916, com a unificação do futebol da capital, foi fundada a Federação Sportiva Riograndense, com o Americano compondo a 2ª Divisão. Com o fim da FSR, o clube participou da fundação da Federação Porto Alegrense de Foot-Ball, em 1918.

Em 1921, a FPAFB transformou-se na Associação Porto Alegrense de Foot-Ball, com o ingresso do Grêmio. Na temporada seguinte o Americano filiou-se à Associação Porto Alegrense de Desportos (liga colorada, e a partir de 1923, também do Grêmio). Nesta nova liga o Americano sagrou-se campeão em 1924 e 1928 e vice em 1927, além de vencer o campeonato de 3º quadro em 1924 e 1927 e o campeonato infantil de 1927. Em âmbito estadual, o clube fora prejudicado em 1924, pois o campeonato gaúcho não foi realizado, em virtude da Revolução Libertadora, mas em 1928 o Americano conquistou o título máximo do estado. Em 1929 participou, juntamente com a dupla grenal, da fundação da Associação Metropolitana Gaúcha de Esportes Atléticos, vencendo seu primeiro campeonato. Como a APAD manteve o vínculo com a FRGD, o Americano ficou de fora do campeonato estadual. Na AMGEA o clube ainda venceria o Torneio Início de 1935.
Em 1934 o Americano tornou-se o primeiro clube gaúcho a ter um jogador convocado para uma Copa do Mundo, o zagueiro Luiz Luz, que depois iria para o Grêmio. O clube também revelou dois jogadores que brilhariam no Internacional: Russinho e Sylvio Pirillo.
Seu campo ficava na Rua Larga. Em 16.09.1925 foi lavrada, no cartório de Zeferino Ribeiro, a escritura de compra do novo campo do Americano, situado na rua Larga, próximo à Azenha. O terreno fora adquirido por intermédio de um grupo de sócios. Seu novo campo foi inaugurado em 14.03.1926, na partida Casados 2x2 Solteiros, mas a inauguração oficial ocorreria em 25.04, na derrota por 3x0 para o Internacional.
Em 1937 o Americano não seguiu a dupla grenal na adesão ao profissionalismo e manteve-se fiel à AMGEA "cebedense" (amadora), sagrando-se vice-campeão neste ano. No ano seguinte o clube aderiu à especializada, mas ficou fora do campeonato, que só podia contar com cinco clubes, pelo acordo estabelecido com a FBF. Com a unificação das ligas, em 1939, foi disputado o campeonato relâmpago, com onze equipes e em turno único, para classificar os clubes das séries A e B. O Americano classificou-se em 5º lugar e conquistou a última vaga na Série A. Contudo, o clube já estava em franca decadência, logo caindo para a Série B. Ainda tentou uma fusão com um clube de estudantes, gerando o Americano-Universitário, mas não conseguiu evitar sua extinção. Em 23.04.1940 o presidente Delmar Araújo Ribeiro renunciou ao cargo. O Americano abandonou o campeonato da Série B de 1940 durante o segundo turno (o campeonato teve três turnos). Seu 1º vice-presidente havia se ausentado da cidade por um prazo maior que a licença concedida pela AMGEA e foi cassado pela liga. Em 1945 já era citado em uma matéria do Correio do Povo sobre clubes extintos.