sexta-feira, julho 10, 2009

Pajada ao Sport Club Internacional

Complicado escrever após uma vergonhosa derrota numa final de campeonato. É dia de destilar ódio, raiva, rancor. Culpar o planejamento feito pela Vice-Presidencia de Futebol, o Tite... A eterna e dificil falta de laterais, o Magrão que morreu, o D'ale que sumiu junto com o Taison. E o Danny Moraes... que todos pediram.
Prefiro deixar uma mensagem bonita nesta sexta-feira, dica do nosso amigo e companheiro de comentários no BV e de social no Beira-Rio, Gilberto Nascimento, que escreveu:
"Estamos comemorando, nesta semana, o 10º Aniversário de Morte do maior pajador do RS, JAYME CAETANO BRAUM. Como se sabe, o poeta missioneiro era gremista - afinal, ninguém é perfeito! Certa feita, porém, a pedido de sua irmã, Zélia Braum, ele, inspiradíssimo, construiu uma de suas mais belas poesias."
Acrescento que o fato do poeta tradicionalista ser gremista, apenas enaltesse a força e a grandeza do grande ser humano que foi e que sempre será.
Futebol é um esporte. Não há fórmula, dinheiro, jogador ou formação tática, que garanta a vitória. Mudanças podem ser necessárias, mas sempre preservando os valores do ser humano, o respeito, a grandeza de caráter do homem do sul do Brasil. Valores que muitos gaúchos esquecem, mas que outros resistem em resgatar e valorizar, até mesmo 10 anos depois da inevitavel, natural e certa morte, como Jayme Caetano Braum.

PAJADA AO SPORT CLUB INTERNACIONAL

Eu colorado nascido
Da própria essência do povo,
Clube velho, sempre novo,
Que quando pensam vencido,
Volta rejuvenecido
Dentro de um alo de glória,
Colorado cuja história
De passado impressionante,
Tem sido sempre a constante
De grandezas e de vitórias.

Eu contemplo emocionado
Oh! velho Internacional,
Tal um pássaro bagual
De topete colorado,
Cujo glorioso passado
Me provoca um arrepio,
E vejo num desafio
De desassobro e carinho,
Sentado e fazendo ninho
Sobre a barranca do rio.

Que Deus bendiga este pano!
Venerado em toda parte,
Esse glorioso estandarte
Do velho pago pampeano,
Que o povoeiro, o campejano
Do ministro, ao engraxate,
Do índio que toma mate,
Do soldado a criança arteira,
Fizeram como bandeira
De carinho e de combate.

Colorado que destila
Emoções por onde passa,
Quando essa bandeira esvoaça
Até o povo se perfila.
Parece quando desfila
No gramado uma centelha,
E a gente quase se ajoelha
Meu velho Internacional,
Entre a atração sem igual
Dessa jaqueta Vermelha.

Colorado é do operário,
Do peão, da lavadeira,
Da artista, da cozinheira,
Do empregado, do patrão.
Colorado é coração
Que bate no gabinete,
Que bate no palacete,
Na caserna e no galpão.