quinta-feira, abril 09, 2009

Veja bem...

Kleber, Álvaro e Lauro. Dos três, o zagueiro é o de pior estado.

Vencemos o grenal, tudo bem, tudo muito bonito. Empatamos um bom jogo contra o Juventude, também passa. Foi semana de centenário, me dou esse desconto. Agora, fazer de conta que vermelho é azul, não dá.

Há horas que escancara a vexatória condição física do senhor Álvaro. Já disse aqui: zaga baixa e lenta. Só que Índio se não é alto, nem leve, marca - na sua e no gol do adversário. Já o “líder” deve até as cuecas em campo e se impõe no grito. Não basta. Aliás, basta! Chega! Não aceito que um cara que baixa a cabeça quando corre, no cacoete do desespero pra ver se chega a tempo, tenha lugar cativo num time onde há outro zagueiro sofrendo improvisado na lateral direita e um reserva (Danilo) que já mostrou ter potencial pra ocupar o deslocado lugar de Bolívar. É demais pra mim, sendo que Sorondo tá quase aí. Fica a pergunta, se foi tão fácil Bolívar perder titularidade pro Álvaro quando este chegou ao Inter (não questiono a justiça do fato, mereceu, começou bem), porque se força um parto pro mesmo Álvaro decaído voltar pro banco de onde surgiu? É preciso o que, sacrificar uma classificação?

O cara ter moral, xingar companheiro em campo, orientar de maneira ríspida algumas vezes, me parece salutar pro grupo. Não sou crítica a posições firmes que despertem atenção dos demais jogadores. Só que esta tarefa deve ser executada por quem não deve nada dentro das quatro linhas. Não posso admitir que um jogador movendo-se tal qual idoso obeso (não menosprezo a terceira idade aqui, ao contrário, exalto, pois se não fosse um limitante, Pelé tava até agora em campo), queira crescer como xerife pra cima de um garoto como o Taison que marcou os dois gols da partida.

Vou fixar mensagens pelo vestiário colorado: BANCO. Se Kleber não avança por deficiência do primeiro “chapuletado” acima, ou por orientação claramente equivocada do técnico Tite, então abre alas pro Cordeiro, que corre, busca e cruza. Tem gente em casa pra não pecarmos num jogo de Copa do Brasil contra o Guarani que acaba de ser rebaixado no Campeonato Paulista. Com devido respeito ao time que já foi Campeão Brasileiro, são situações e pretensões distintas na temporada 2009. No grito, carteira, cpf, identidade, cartão de crédito, convocação ou capa da Caras é que não vamos escalar o time campeão. É no gramado e tão somente ali, a hora da verdade. Não rende, senta e assiste.

Lauro, só uma pergunta, saudades do Clemer? Com direito a breve observação, o véio botou faixa de Libertadores e Mundial no peito da galera, até aí vai distância e discurso que eu absorvi. Mais uma vez, quem foi que garantiu sombra e água fresca pra sujeito que catou borboletas no Brinco de Ouro?

Por fim, os problemas não são novos e pior, recorrentes. Mas cabe exclusivamente a uma pessoa corrigir: Tite. A boa (não sei se boa, se ganham pra isso e seguem camuflando) notícia é que não está na complexidade a solução destes pontos fracos, basta olhar pro lado, pro banco. Não tenho hábito de escrever detonando jogador, creio que há, antes dele, uma comissão técnica permitindo e avalizando seu desempenho. Na próxima eu me dirijo a estes.

Melhor, quero crer que não haverá próxima e que este último (oxalá) tropeço seja suficiente para detectar e corrigir os desacertos. Digo tropeço sim, pois o cenário estava pronto pra matar ali mesmo a disputa. Cedemos, outra vez, o jogo de volta.

Segue o baile.

E que não me tirem pra dançar, malandro é malandro, mané é mané.