quinta-feira, abril 14, 2011

Candidato #7

Vou fazer a votação diferente dessa vez comparado com outras seleções de autores para o BV. Dessa vez em vez de "Mata-Mata" cada texto vai aparecer sozinho. Você leitor vai dar nota de 1 a 10 na parte dos comentários. A media será calculado e no fim os autores com melhores medias serão convidados a participar regularmente no Blog Vermelho. Os Autores serão anonimos até o fim da competição. Votos em massa de amigos e familiares dos autores não contarão...como sei que será amigo ou familia? Eu sei tudo kkkkk! Então por favor não pede votos de amigos queremos que o melhores textos ganhem.

Vamos lá...e não esquecem de votar de 1 a 10.

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Candidato #7 (Detalhe esse texto foi escrito ainda com Roth no comando, antes da derrota para o Jaguares)

Quantos erros fazem um acerto? 1, 10, 100? Não, infelizmente, não há erros o bastante para fazer um acerto. O acerto depende de outra coisa, muito mais difícil do que tentar várias vezes: é refletir sobre o(s) erro(s) e MUDAR. Como disse Einstein, “loucura é tentar sempre a mesma coisa e esperar um resultado diferente”. Pois bem, um acerto precisa de alguns ingredientes básicos: humildade para rever conceitos, trabalho e persistência. Sem isso, podemos acertar naquilo que já sabemos, mas estaremos fadados ao fracasso em qualquer tarefa que exija “um pouco mais”.

Começo esse texto, portanto, chamando a atenção para as condições necessárias ao acerto, para então perguntar: o Inter em geral, mas especialmente no futebol, tem condições de acertar este ano? Com “acertar”, fique claro, quero dizer fazer realmente o melhor e ir até o limite de seu potencial em todas as competições disputadas. E, então, o Inter vai acertar? A resposta é simples: não. Isso quer dizer que vai perder todos os títulos? Também não. Futebol não funciona assim, não depende apenas do próprio clube, mas também da conjuntura, ou seja, do nível dos demais times, além de fatores um tanto aleatórios que às vezes atrapalham (ou ajudam).

Mas, como só nos cabe fazer nossa parte, temos que enfrentar essa questão. O Inter não dá sinais de rever pra valer os seus conceitos e vemos isso claramente nos pronunciamentos tanto do técnico, quanto de jogadores e, infelizmente, de Siegman. De modo geral, a tônica dos comentários é a de que os jogadores “são humanos” ou que “só se pode manter o foco num só campeonato”, entre outros, para justificar os maus resultados do time no gauchão e, já podemos nos preparar, no Brasileirão. E dizem isso numa naturalidade como se fosse de fato óbvio. O que explica esse comportamento para mim não o fato de se “óbvio”, pois não é, mas o fato de que a mediocridade é quase uma virtude nos tempos de hoje, principalmente no Brasil, e, ainda mais, no futebol.

O curioso é que não é um bom momento para esse tipo de evasiva, afinal temos o Barcelona praticamente ganhando tudo que disputa e, pra tirar o argumento de quem diria “Ah! Mas é O Barcelona, não tem comparação”, temos também o Cruzeiro, que está simplesmente voando no campeonato mineiro. E agora? Bem, e agora nada. O que está em jogo são características profundamente enraizadas nas pessoas e essas coisas não mudam do dia pra noite. Roth, Siegman e alguns tantos jogadores (com raras excessões), não vão mudar, pelo menos não por agora. Afinal, essas desculpas tiram a pressão, não é?

O Inter não é obrigado a vencer tudo e nem vai. Mas pode e deve tentar. Disputar todos os jogos com todo o ímpeto que tiver é a receita para chegar bem em qualquer campeonato. Já tivemos a lição no ano passado (e em outros): focar um só campeonato (em disputa ou “a disputar”), jogar em ritmo de treino, não cobrar, garantir a titularidade só pelo nome, histórico etc., “tirar o pé” nos jogos com medo de lesão, enfim, qualquer atitude que não seja a de dar tudo, vai levar ao fracasso. Vamos ter humildade para rever conceitos e coragem para enfrentar os desafios de assumir uma atitude vencedora? Não sei, espero que sim. É bom ver o Inter jogando como o grande clube que é, vendo a camisa ser respeitada por quem a veste, dentro ou fora de campo.

O ritmo obtido com essa atitude não é uma questão só de psicologia, é também física: a lei da inércia prevê que um objeto tenderá a manter trajetória e velocidade constante, na ausência de forças externas. Pois bem, se estivermos em segunda marcha, é assim que jogaremos também os jogos mais difíceis. O Inter até agora teve apenas jogo fácil. Mas o mata-mata se aproxima e o ritmo ainda não convence. Temos hoje talvez o melhor elenco desde de 70-80, mas e a atitude? Resta a nós, torcedores, cobrar e incentivar. Sejamos a “força externa” então, como em geral temos feito!