segunda-feira, novembro 01, 2010

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Hoje, num primeiro de novembro ensolarado em Porto Alegre, jornais estampam a primeira Presidenta do Brasil.

Também hoje, neste mesmo dia 01, de 11, de 2010, o Convergência Colorada inscreve sua candidatura à Presidência do Inter, compondo com Berenice Corsetti uma das vice-presidências: primeira mulher a concorrer a cargo eletivo no clube.

Igualmente nesta data e sem qualquer coincidência com os fatos anteriores, é aniversário do meu irmão, Marcio Oliveira.
Pensando melhor, faço agora uma correlação, parabéns pela data querida.

Felicidades a meu irmão mais velho, que hoje está ficando um pouco mais e que há quase um mês tornou-se pai pela quarta vez. Só mais um bebê e teremos aí um time de futsal.

Honras a Berê, pelo sincronismo entre inteligência por talento e valentia por princípio. Méritos de uma campanha com plural representatividade, aliada ao momento de crescimento tão aguardado por nós, incansáveis defensoras da alma inconformada: o fortalecimento da figura feminina como referência nas áreas de reduto masculino.

Sucesso para Dilma Rousseff. Isentando qualquer manifestação de preferências partidárias, eleitoreiras ou de gestão - não escondo a imensa alegria de celebrar o fato de uma mulher estar na presidência do país onde vivo. Sinto-me inebriada por esta vitória particular, especial. É bem verdade que esta condição não justifica falhas (pois, nem é este o desejo nosso), no entanto, mais certo ainda é que o contrário jamais ocorre. Não há reconhecimento de trabalho executado por mulheres que não tenha surgido após esforços e resultados dobrados.

Acordei acreditando em tantas coisas boas, como conquistas femininas que miram horizonte mais justo para todas, onde a sociedade será (um dia!) composta por duas partes simétricas, rebatidas através do eixo central, único, no espelho destes valores - tal como o título numérico desta coluna.

Despertei para o dia de hoje com orgulho do homem amoroso e gentil que é meu irmão, rodeado de mulheres (esposa e três filhas) e auxiliado pelo pequenino príncipe, único filho entre as gurias.

Chego até a acreditar no Título Brasileiro, depois da bela partida contra o Santos. Lamento apenas que sejamos fracos nos extremos. Numa ponta, a inexistente produtividade do ataque, até a entrada de Leandro Damião. Na outra, a intermitente falha do goleiro Renan, até... quando?

Apesar destas fragilidades pontuais, o Internacional encaminha expectativa de grande atuação nos Emirados e segue, na malícia, mordiscando a ponta de cima da tabela nacional.

Como diz Milton Leite: - Que beleza!