terça-feira, dezembro 21, 2010

Massimo, filho de Angelo

A se confirmarem as notícias veiculadas pela imprensa esportiva mundial, Massimo Moratti, Presidente da Inter de Milão, deve mesmo demitir o treinador Rafa Benítez. Todos sabemos que antes do Mundial, a equipe italiana vivia uma crise técnica e que sua colocação na tabela do Campeonato Italiano (7° lugar, coincidentemente a mesma classificação final do Inter no último Brasileirão), é consequência disso.

Ao se confirmar essa notícia, Massimo Moratti mostrará que o título mundial, que tem sim cada vez mais relevância para os europeus, não foi suficiente para abalar suas convicções no sentido de que o trabalho do treinador é insuficiente. Demitir um técnico não deixa de ser o reconhecimento de um erro seu. No entanto, nenhum dirigente está imune a equivocar-se. Muitas vezes o treinador não consegue dominar o grupo de jogadores e a troca, por mais traumática que seja, acaba se tornando uma imposição dos fatos.

Massimo é filho de Angelo Moratti, também Presidente da Inter naquele que havia sido o último título europeu dos nerazzurri, em 1965. Mas Massimo não foi campeão só por ser filho de Angelo. Massimo foi profissional e competente, por isso foi vencedor. Por isso venceu cinco Campeonatos Italianos seguidos, conquistou uma Champions League e agora a Copa do Mundo.

E também não se diga que Massimo simplesmente repetiu a fórmula de seu pai. Princípios e valores por certo devem ter norteado seus atos, mas as ações concretas de sua gestão, certamente foram outras. A gestão de futebol da década de 60 guarda muito pouca relação com a dos dias de hoje.

Massimo foi competente como seu pai, cada um a seu tempo e, por coincidência, ambos estavam à frente do clube em seus maiores títulos internacionais. Mas isso, é tão somente uma mera coincidência, não a causa do sucesso. Uma boa gestão nem sempre será sinônimo de grandes títulos, afinal, futebol é um jogo. Mas com certeza, é bem mais seguro que apenas apostar nas coincidências.

Que nos sirva de lição!