quarta-feira, dezembro 22, 2010

Não tão ruim assim

Passada uma semana da maior tragédia da história colorada, a cicatrização começa, e eu até poderia apontar alguns lados 'positivos' dessa derrota. Vejam, eu não estou dizendo que perder esse jogo foi bom, muito pelo contrário, se fosse perder, poderia ter sido na final. Mas há alguns poréns, algumas formas de consolo para os torcedores e que na verdade, fazem bastante sentido.

Primeiro: a fragilidade. Depois de perder para o Mazembe, um time qualquer da África (ganhar sei lá quantos campeonatos africanos, para mim é a mesma coisa que ganhar gauchão), ficou claro como o mar do Caribe a fraqueza do elenco colorado, talvez o menos objetivo dos últimos 5 anos. Ou seja, perder para o Mazembe foi como dizer "tem algum problema aqui, consertem, senão o ano que vem vai ser um fiasco".

Outro motivo, esse um pouco mais visível e mais consolador: o salto alto. Todo mundo o viu no jogo contra o Mazembe, roubou a cena. Ele deve ser de uma marca muito cara. Acredito que, caso o Inter tivesse passado, ele continuaria lá, talvez desse um tempo, confudiria o vestiário dos Inters e parasse no pé do time italiano, mas ele ia voltar para nós assim que ganhássemos, se ganhássemos.

Seria mais ou menos um remake de 2007. Quando falo 2007 apenas uma lembrança é boa: a camiseta da Recopa. No mais, Galo, Pinga, desclassificação na fase de grupos da Libertadores... Com essa derrota, o Inter vai entrar muito mais humilde e mais aguerrido, querendo apagar esse vexame homérico. Claro, ele não vai se apagar, mas vai pelo menos ficar um pouco menos ardido.

Além disso de outras coisas menores, como certos jogadores não fazerem nenhum sentido no time (lembro de Wilson Mathias e Alecsandro, que acha que jogou bem e que o Tinga roubou um gol dele, tadinho), o esquema precisa se adequar ao time, e não o time ao esquema (grave problema após a saída do Taison) e que Celso Roth continua carregando a sua marca mais característica: a desconstrução de bons times, montados por si próprio. Vou chamar isso de Síndrome de Celso Roth, caso encontre alguma situação parecida.

Falando em auto-sabotagem, abro o G1 e vejo aquela notícia tão boa quanto saber que você não passou no vestibular: Celso Roth tem seu contrato renovado. Síndrome de Celso Roth? Seria ela contagiosa? Sinceramente, não sei nem o que comentar sobre essa notícia, além do fato de ser como uma onda desmoronando esse post. Aproveitem o espaço dos comentários para xingar a mãe de todos os dirigentes que colaboraram para que esse ato de terrorismo contra a saúde mental dos colorados tenha se tornado real.