Vejo muita gente indignada, jogando a toalha justamente na primeira rodada do Campeonato Brasileiro. Entendo que muita coisa deve ser melhorada no time, mas não vejo motivo para desespero de alguns torcedores em querer chutar o balde e dar o Brasileirão como perdido. Temos tempo, faltam 37 rodadas e, na pior das hipóteses, o jogo de estréia, diante do Santos, foi fora de casa. Ponto valorizado mesmo com o time reserva. Se eles tivessem atuado com os titulares, dificilmente arrancaríamos um pontinho lá na Vila. O time não jogou, correto. Mas parece que estes secadores do Inter estão vivendo sob saltos plataforma 30cm.
Não é bem assim.
Os reflexos do Mazembe, Peñarol estão presentes na torcida. Mas a enxurrada de críticas em relação a "não vai dar para trazer o tetra" já está enchendo o saco. Por favor! Guardem suas toalhas, esperem as coisas acontecerem e, principalmente: deixem o Falcão trabalhar.
Reitero o que falei em postagens anteriores, que temos um dos melhores times do campeonato, e que acertando aqueles pontos básicos que todos estão carecas de comentar aqui no BV e em outros blogs, etc, vamos chegar nas cabeças. Ver todo mundo criticar o jeito que o Falcão tem que ficar durante uma partida, no banco ou na área do gramado e, agora, das cabines, é abusurdo. Até nos cacoetes do cara, de ficar mechendo a cabeça para os lados a todo momento os caras estão implicando. E a imprensa azul? Até enquete faz. Vamos deixar o homem trabalhar.
Falcão está pedindo um time menos ciscador e mais objetivo. Esta herança de ciscar, ciscar e não chutar vem desde o tempo do Pastor Tite. Quem sabe agora se perde este estilo de jogar e, finalmente, vamos ver o time realmente agressivo?
Agora o que não dá para aguentar é essa cornetagem descabida. De tanto a torcida falar dos torrcedores do Recreativo Azenha, muitos estão agindo igualzinho a eles. Pelo visto os anos 90 não serviram de lição para parte da torcida colorada.
Guardem suas cornetas que estão mais barulhentas que as malditas vuvuzelas e vamos apoior o nosso colorado, claro, sem deixar de cobrar, mas cobranças que tenham sentido, e não jogando a toalha na primeira rodada do Brasileirão.