terça-feira, maio 17, 2011

Ciclos e outras coisas

Da poesia e da justiça deste domingo histórico não há mais o que dizer. Os textos dessa segunda foram perfeitos: nas emoções conduzidas pela delicadeza da Diana e nos merecidos parabéns ao time dados pelo Louis, seguidos também da reiteração da necessidade de renovação. Portanto, quero apenas lançar alguns comentários e, quem sabe, estrear um texto curto pela primeira vez.

O fim de um ciclo num clube como o Inter não poderia deixar de ser com um título que, se não é uma libertadores, veio com todos os ingredientes de um final perfeito, a cereja do bolo. Bolívar está "quase" certo: ainda não era o fim do ciclo dele e mais alguns. Faltava o gran finale, para fazer justiça à incrível história destes jogadores no Inter. E este veio com uma vitória sobre o maior rival, num jogo franco, em sua casa, valendo o título, decidido nos penais. Algo assim, só na ficção, ou melhor, na ficção e no futebol. Mas é preciso saber sair por cima.

Agora às outras coisas.

Sócio (e torcedor) não é cliente, pelo menos não em relação ao resultado no campo. Me dá a impressão de que muito torcedor não tem isso muito claro. Se contribuímos (com mensalidade ou ingresso), podemos e devemos exigir um bom atendimento no site e no estádio, na organização financeira do clube, na transparência etc. Nisso somos clientes, ou seja, até sentar na arquibancada. Daí em diante somos jogadores. Por isso apoiamos durante o jogo, por isso cantamos para transmitir energia, por isso "jogamos junto". Perdemos e ganhamos juntos.

Vanguarda, se não se reinventa continuamente, envelhece. Nosso clube não pode dormir no ponto, em relação à profissionalização. Daqui a pouco isso será comum a vários clubes no país. Times com muita grana vão começar a dar trabalho, como MSI e Flamengo. Se o Inter estacionar agora, pagará caro em breve. Espero que o pessoal do Convergência seja essa força propulsora no clube. Ainda aguardo as razões da saída do AOD e o que será feito agora.

O jogo estava 2 x 1 quando cheguei em casa de um casamento. Pouco depois, o terceiro gol. Entrei no blog, mas não tive coragem de comentar. Tinham me chamado de pé frio e pensei, "vai que comemoro aqui e dançamos". Fiquei calado até o fim. Fomos campeões. Melhor não arriscar, né... ;-)

O caso Cavenagui me entristece. Será que terminará assim tão melancólico, com um empréstimo?