quarta-feira, maio 11, 2011

Vencer e elenco

É impressão minha ou faz uma semana que eu escrevi meu último texto e desde aquele dia o Inter caiu em um poço gigante? Foi questão de um grenal pra tudo se desestabilizar. A torcida, a direção, o técnico e o time. O Inter era um castelo de cartas: bonito segundo à fachada, mas com as bases fracas. Vínhamos ganhando com lampejos individuais dos jogadores. Bastou a brisa do grenal para derrubar toda a (mal feita) construção.

Mas eu é quem estou bem mais ralado. Do que eu vou falar agora? Brincadeira esse pessoal do início da semana. Roubaram toda a minha corneta. Todo mundo a essa altura já sabe que o time tá uma bosta, o elenco precisa ser revisto e falta pegada. Porém - isso todo mundo também sabe - Falcão precisa ficar mais tempo. Eu nem entendi a enquete ali na lateral. O cara tá há quanto tempo? 1 mês? O trabalho nem começou.

Assim como foi contra o Mazembe, esse grenal, no fim, teve uma função boa. Ok, esse tapa na cara veio em má hora (Tinha que ser na semifinal do Mundial? Em um clássico?). Mas veio pra mostrar que tem sujeira embaixo do tapete. Muita. Hora de fazer uma limpeza.

Todo mundo ama vencer. Uns mais, outros menos. Mas até em cara ou coroa a vitória traz um sorriso. Há prazer em se sobressair aos outros. É nosso instinto. Não tem como evitar. Por isso que a competição é o melhor estímulo. E é isso que falta no Inter. Não há um plantel, reposição. Jogadores como Kleber sabem que podem tomar um porre homérico antes de uma decisão e vão continuar sendo titulares. Criar um plantel deve ser a prioridade, pensando no Brasileirão.

Sobre a final do Gauchão: não sou o mais otimista, mas acho que se o Inter tiver vontade de jogar no Olímpico, fazer um 2x0 não seria tão difícil.